Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

SIMPLES PENSAMENTOS SOBRE O PURGATÓRIO

 Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

 





REQUIEM AETERNAM DONA EIS, DOMINE; 
ET LUX PERPETUA LUCEAT EIS. 
REQUIESCANT IN PACE. AMEN



Existência do Purgatório


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“... se os verdadeiros penitentes deixarem este mundo antes de terem satisfeito com frutos dignos de penitência pela ação ou omissão, suas almas são purgadas com penas purificatórias após a morte; e para serem aliviadas destas penas, lhes aproveitam os sufrágios dos fiéis vivos, tais como o sacrifício da missa, orações e esmolas, e outros ofícios de piedade que os fiéis costumam praticar por outros fiéis, segundo as instituições da Igreja” (Concílio de Florença, 1439).

O Concílio de Florença reafirmava o que dois outros Concílios antes dele haviam dito: os Concílios Ecumênicos de Lião I[1] e II[2], em 1245 e 1274, respectivamente. O mesmo foi reafirmado, depois, pelo Concílio de Trento[3] (de 1545 a 1563)[4].

“Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não são perfeitamente purificados, embora estejam certos de sua salvação, são, contudo, submetidos, após a morte, a uma purificação, com o fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (C.I.C. 1.030).

“Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediuum sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (II Macabeus, 12,38-46).

S. Pedro Damião, em uma visão, contempla a Virgem que caminha entre as Almas do Purgatório para consolá-las e levá-las ao Céu[5].

A Virgem revelou a S. Brígida: “Eu sou a Mãe de todas as almas do Purgatório; pois por minhas orações lhes são constantemente mitigadas as penas que mereceram pelos pecados cometidos durante a vida”[6]. Digna-se até essa Mãe piedosa entrar naquela santa prisão para visitar e consolar suas filhas aflitas. “Penetrei no fundo do abismo” – (Ecli. 21,8), isto é, do Purgatório, como explica S. Boaventura – “para consolar com minha presença essas santas almas”. “Ó! Como é boa e clemente a Santíssima Virgem”, exclama S. Vicente Ferrer, “para as almas do Purgatório, que por sua intercessão recebem contínuo conforto e refrigério”! E que outra consolação lhes resta em suas penas, senão Maria e o socorro dessa Mãe de misericórdia? Ouviu Sta. Brígida dizer Jesus Cristo à sua Mãe: “És minha Mãe, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que sofrem no Purgatório”. A mesma Santa revelou à Santíssima Virgem: “Um pobre doente, aflito e desamparado numa cama, alenta-se ao ouvir palavras de consolo e conforto. Assim também as almas do Purgatório enchem-se de alegria, só em ouvir pronunciar o nome de Maria. O nome só de Maria, nome de esperança e de salvação, que continuamente invocam naquele cárcere, lhes dá um grande conforto. Apenas a amorosa Mãe as ouve invoca-la, logo faz coro com as suas preces. Ajuda-as o Senhor então, refrigerando-as com um celeste orvalho nos grandes ardores que padecem”.

Jesus adverte que a Justiça de Deus é infinita e não “quebra galhos”; tudo deve ser pago ou na Terra ou no Purgatório: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e tu sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali tu não sairás antes de teres pago o último centavo”. (Mateus 5,23-26).

A Tradição da Igreja confirma com certeza a verdade do Purgatório: os Cristãos dos primeiros séculos, sobre as pedras tumulares, nas catacumbas, esculpiram muitas invocações a Deus para implorar refrigério que apressasse a seus defuntos a entrada no Céu.

Os grandes Padres e Doutores da Igreja: S. Agostinho, S. Jerônimo, S. João Crisóstomo, S. Efrém da Síria, S. Cipriano etc., falam claramente do Purgatório.

S. Ambrósio, no discurso feito por ocasião da morte do Imperador Teodósio, roga a Deus de conceder ao defunto amigo um lugar entre os Santos, acrescentando que não se cansará nunca de rezar até que Deus o tenha recebido entre os Beatos.


Quanto se sofre no Purgatório?


“Cada mínima pena do Purgatório é mais grave do que a máxima pena do mundo. Tanto difere a pena do fogo do Purgatório do nosso quanto o nosso fogo difere daquele pintado” (S. Tomás).

S. Agostinho (Comentários ao Salmo 37, n. 3) fala da dor que o fogo purgatorial causa no homem, mais aguda que qualquer outra coisa que o homem possa padecer nesta vida, “gravior erit ignis quam quidquid potest homo pati in hac vita” (P.L., col. 397).

Gregório Magno fala daqueles que depois da vida “expiarão suas faltas por chamas purgatoriais”, e acrescenta “ser a dor mais intolerável que qualquer outra sofrível nesta vida” (Ps. 3 poenit., n. 1).

Seguindo os passos de São Gregório, São Tomás ensina que, junto da separação da alma da vista de Deus, há a outra pena, pelo fogo. “Una poena damni, in quantum scilicet retardantur a divina visione; alia sensus secundum quod ab igne punientur” (IV, dist. XXI, q. i, a.1).

E S. Boaventura não só concorda com S. Tomás, como acrescenta que esta pena pelo fogo é mais severa que qualquer pena que possa ser dada pelos homens nesta vida; “Gravior est omni temporali poena, quam modo sustinet anima carni conjuncta” (IV, dist. XX, p. 1, a. 1, q. II). Como este fogo afeta as almas dos falecidos, os Doutores não sabem, e em tais matérias vale a exortação do Concílio de Trento, que manda serem “excluídas das pregações populares à gente simples as questões difíceis e sutis e as que não edificam nem aumentam a piedade” (Sess. XXV, “De Purgatorio”).


Melhor o Purgatório daqui que o de lá


“O Senhor dispõe que tantas almas façam o seu Purgatório na Terra, entre nós, seja para instrução dos vivos que para sufrágio dos defuntos” (S. Tomás).


Quantos vão ao Paraiso logo após a morte?


“Depois da morte, são raras as almas que vão diretamente ao Paraiso; a multidão das outras que morrem na graça de Deus devem ser purificadas pelas penas acérrimas do Purgatório” (S. Roberto Bellarmino)


No Purgatório há também alegria?

“Não creio que, depois da felicidade dos Santos que gozam na glória, haja uma alegria similar àquela das almas purgantes. É certo que estas almas conciliam duas coisas em aparência irredutíveis: gozam de uma alegria suma e, ao mesmo tempo, sofrem inúmeros tormentos, sem que as duas coisas tão opostas se excluam e se destruam uma à outra” (S. Catarina de Gênova[7]).

Apesar dos sofrimentos, são também inefáveis as alegrias na Igreja Padecente. São Bernardino de Sena trata disso de modo convincente e digno de fé, pois se funda não em lendas e sim na teologia, e faz delas um longo elenco:

1) Confirmação na graça;
2) Certeza da salvação;
3) Amor de Deus;
4) Visita dos anjos;
5) Visita dos santos;
6) Visita de Nossa Senhora.


As almas do Purgatorio nos ajudam?


“A minha vocação religiosa e sacerdotal é uma graça imensa que atribuo à minha cotidiana oração pelas Almas do Purgatorio que, ainda menino, eu aprendi com minha mãe”(Beato Angelo D'Acri)[8].

“Quando quero obter alguma graça de Deus recorro às almas do Purgatório e sinto que sou atendida por causa de sua intercessão” (S. Catarina de Bolonha[9]).

“Caminhando pela rua, no tempo livre, rezo sempre pelas Almas do Purgatório. Estas santas Almas com sua intercessão me salvaram de tantos perigos da alma e do corpo” (S. Leonardo de Porto Maurício[10]).

“Nunca pedi graças às Almas purgantes sem ser atendida, pelo contrário, aquelas que não pude obter dos espíritos celestes as obtive pela intercessão das Almas do Purgatório” (S. Catarina de Genova).

“Todos os dias ouço a Santa Missa pelas almas do Purgatório: a este piedoso costume eu devo tantas graças que continuamente recebo para mim e para meus amigos” (S. Contardo Ferrini).

Em sentido contrário: na Bula "Exurge Domine"[11], Leão X condena a proposição (n. 38) "Nec probatum est ullis aut rationibus aut scripturis ipsas esse extra statum merendi aut augendae caritatis" (Não se prova em lugar algum pela razão ou pela Escritura que elas [as almas no purgatório] não possam ganhar méritos ou crescer na caridade). Para elas "chegou a noite, em que o homem não pode mais trabalhar", e a Tradição Cristã sempre considerou que somente nesta vida o homem pode trabalhar pelo bem de sua alma.

Os Doutores da Idade Média, mesmo aceitando que esta vida é o momento para o mérito e o aumento da graça, ainda alguns com São Tomás pareceram questionar se há ou não uma recompensa não essencial que as almas no Purgatório possam merecer (IV, dist. XXI, q. I, a. 3). Belarmino acredita que, nesta matéria, São Tomás mudou sua opinião, e faz referência a uma afirmação de São Tomás ("De Malo", q. VII, a. 11). Seja qual for o pensamento do Doutor Angélico, os teólogos aceitam que nenhum mérito é possível no Purgatório, e se surgir a objeção de que as almas ganham mérito lá pelas suas orações, Belarmino diz que tais orações são úteis por causa de méritos já adquiridos: "Solum impetrant ex meritis praeteritis quomodo nunc sancti orando pro nobis impetrant licet non merendo" (Elas rezam pelos méritos adquiridos, como os que agora são santos e que rezam por nós, mesmo sem ganhar méritos). (loc. cit. II, cap. III).


Os nossos sufrágios


A Escritura e os Padres mandam fazer orações e ofertas pelos falecidos, e o Concílio de Trento (Sess. XXV, "De Purgatorio"), em virtude desta Tradição, não só afirma a existência do Purgatório, como acrescenta "que as almas que nele estão detidas são aliviadas pelos sufrágios dos fiéis, principalmente pelo sacrifício do altar". Que aqueles que estão na terra ainda estão em comunhão com as almas do purgatório é o ensinamento mais antigo dos Cristãos, e que os vivos ajudam os mortos por suas orações e obras de satisfação, é evidente pela Tradição acima mencionada. Que o Santo Sacrifício tenha sido oferecido pelos falecidos é Tradição Católica recebida já nos dias de Tertuliano e S. Cipriano, e que as almas dos mortos são ajudadas sobretudo "quando repousa a vítima sagrada sobre o altar" é a expressão de S. Cirilo de Jerusalém, citada acima.

S. Agostinho diz que as "orações e esmolas dos fiéis, o Santo Sacrifício do altar ajudam os fiéis falecidos e move o Senhor a tratá-los em misericórdia e bondade", e, acrescenta, "esta é a prática da Igreja universal herdada dos Padres" (Serm. CLXII, n. 2).

Se nossas obras de satisfação realizadas em favor dos mortos são aceitas simplesmente pela benevolência e misericórdia de Deus, ou se Deus se obriga em justiça a aceitar a nossa reparação no lugar delas, não é uma questão respondida.

O Pe. Francisco Suárez, S.J. pensa que a aceitação é pela justiça e afirma ser prática comum da Igreja que reúne os vivos e mortos sem discriminação (De poenit., disp. XLVIII, 6, n. 4).

Os meios principais com que podemos socorrer e libertar as Almas do Purgatório são:

1) a oração e a esmola;
2) a Santa Missa e a Santa Comunhão;
3) as indulgências e as boas obras;

Indulgências:

O Concílio de Trento (Sess. XXV) definiu que as indulgências são "muito salutares para o povo Cristão" e que "se deve manter o seu uso na Igreja".

É o ensinamento comum dos teólogos Católicos que:

1. Indulgências são aplicáveis às almas do purgatório[12].
2. Indulgências estão disponíveis para elas "em forma de sufrágio" (per modum suffragii)[13].

Condições para que uma indulgência aproveite para os que estão no purgatório, várias condições são necessárias:

1. A indulgência deve ser estabelecida pelo papa.
2. Deve haver razão suficiente para se dar a indulgência, e esta razão deve ser algo referente à glória de Deus e o bem da Igreja, não meramente o proveito que resulta às almas no purgatório.
3. A obra piedosa deve ser como no caso das indulgências para os vivos.

Se o estado de graça não estiver entre os requisitos, em todo caso a pessoa pode lucrar a indulgência para os falecidos, ainda que ele não esteja na amizade com Deus (S. Belarmino, loc. cit., p. 139). Pe. Francisco Suárez (De Poenit., disp. IIII, s. 4, n. 5 and 6) deixa isso bem claro quando diz: "Status gratiæ solum requiritur ad tollendum obicem indulgentiæ" (o estado de graça só se requer para remover algum impedimento da alma), e no caso das santas almas não pode haver impedimento. Este ensinamento está ligado à doutrina da Comunhão dos Santos, e os monumentos das catacumbas representam os santos e mártires como que intercedendo a Deus pelos mortos. Também as orações das antigas liturgias falam de Maria e dos santos intercedendo pelos que passaram desta vida. Agostinho acredita que um enterro numa basílica cujo titular seja um santo mártir é de valor para o falecido, pois os que ali celebram a memória daquele que sofrem, recomendarão orações ao mártir por aquele que passou desta vida (S. Belarmino, lib. II, XV). No mesmo lugar Belarmino acusa Dominicus A Soto de imprudência por ter negado esta doutrina.

Por quatro bons motivos devemos meditar sobre o Purgatório e rezar pelas Almas purgantes:

1) as penas do Purgatório são mais acrimoniosas do que todas as penas desta vida;
2) as penas do Purgatório são longuíssimas;
3) as Almas purgantes não podem ajudar a si mesmas, somente nós podemos sufragá-las;
4) as Almas do Purgatório são muitíssimas, permanecem lá longuissimamente, sofrem penas inumeráveis, (S. Roberto Belarmino).

“A devoção pelas Almas purgantes é a melhor escola de vida cristã: nos leva às obras de misericórdia, nos ensina a oração, nos faz ouvir a Santa Missa, nos habitua à meditação e à penitência, nos impele a fazer boas obras e a dar esmola, nos faz evitar o pecado mortal e temer o pecado venial, causa única da permanência das Almas do Purgatório” (São Leonardo de Porto Maurício).

“A oração pelos defuntos é mais aceita por Deus do que aquela pelos vivos, porque os defuntos precisam dela e não podem ajudar a si mesmos, como podem fazê-lo, ao invés, os vivos” (São Tomás).


A Santa Missa pelos defuntos


“Pelos vossos defuntos, para demonstrar-lhes vosso amor, não ofereçais apenas violetas, mas sobretudo orações; não cuidais apenas das pompas fúnebres, mas sufragai-os com esmolas, indulgências e obras de caridade; não vos preocupeis apenas com a construção de tumbas suntuosas, mas especialmente com a celebração do Santo Sacrifício da Missa. As manifestações externas são um alívio para vós, as obras espirituais são um sufrágio para eles, por eles esperado e desejado” (S. João Crisóstomo).

“É certo que nada é mais eficaz pelo sufrágio e a libertação das Almas do fogo do Purgatório do que a oferta a Deus, por elas, do Sacrifício da Missa” (S. Roberto Belarmino).

“Durante a celebração da S. Missa quantas almas são libertadas do Purgatório! Aquelas pelas quais se celebra não sofrem, aceleram a sua expiação ou voam logo para o Céu, porque a S. Missa é a chave que abre duas portas: aquela do Purgatório para de lá sair, e aquela do Paraíso, para nele entrar para sempre” (S. Jerônimo).

“Reza sempre à Santa Virgem pelas Almas do Purgatório. A Virgem recebe a tua oração para leva-la ao trono de Deus e livrar logo as Almas pelas quais você suplica” (S. Leonardo de Porto Maurício).


Advertências aos vivos


Com muita facilidade vocês pecam e tornam a pecar. Se provassem por um só instante quão graves, quão longas penas deverão sofrer no Purgatório cometendo mesmo um só pecado venial, o evitariam mais do que a morte. Rogai por nós que expiamos as nossas culpas passadas, evitem o pecado, todo pecado, causa única destes inauditos sofrimentos. Pregai a todos o quanto são graves estas penas onde deverão ser expiados os pecados que em vida os homens tão facilmente cometem” (Crônicas dos Menores[14]).

Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu a S. Gertrudes em seu leito de morte e lhe disse: “Coragem e confiança. Logo estarás no Céu. Eis a multidão de Almas que tu libertaste do Purgatório: vem-te ao encontro, com cantos exultantes para te acompanhar ao prêmio eterno no Paraíso” (Vida de S. Gertrudes).


Ato heroico de caridade


É sabido pelo Catecismo que, por cada obra cristão cumprida na graça de Deus, se adquirem três méritos:

1) um aumento de glória para o Céu;
2) um aumento de graça para o presente;
3) uma redução das penas devidas pelas culpas passadas que devem ser expiadas na Terra o no Purgatório.

Aos dois primeiros méritos não se pode renunciar, são inalienáveis; ao terceiro, pelo contrário, se pode renunciar e pode ser aplicado às santas Almas do Purgatório: este ato pessoal constitui o Ato heroico de caridade, que consiste em “fazer à Majestade divina, em benefício das Almas do Purgatório, a oferta de todas as próprias obras satisfatórias durante a vida e de todos os sufrágios que podem nos ser aplicados depois da nossa morte”.

Este Ato heroico pode ser feito com o coração e é válido, não precisa de uma fórmula externa. É bom fazê-lo após a Santa Comunhão. Quantas Almas nós podemos libertar das terríveis penas do Purgatório com este santíssimo ato de caridade!

O Ato heroico foi aprovado pelo Sumo Pontífice Gregório XV, quando, com suaBula Pastoris Aeterni (italiano), aprovou o “Instituto do Consórcio dos Irmãos”, fundado pelo Venerável Pe. Domenico de Jesus Maria (1559-1630), Carmelita Descalço, na qual, entre os outros piedosos exercícios em prol dos defuntos, consta o de oferecer e consagrar em sufrágio deles a parte satisfatória das próprias obras.

Este Ato heroico de caridade foi enriquecido de muitos favores, pelo Decreto de 23 de agosto de 1728, peloSumo Pontífice Benedito XIII, confirmados depois pelo Papa Pio VII, aos 12 de dezembro de 1788; esses favores foram, então, especificados pelo Santo Padre Papa Pio IX, com Decreto da “Sacra Congregação das Indulgências” de 10 de setembro de 1852, da seguinte maneira:

I. Os Sacerdotes que fizeram dita oferta poderão gozar, todos os dias, o indulto do altar privilegiado pessoal.

Todos os fiéis que fizeram a mesma oferta poderão lucrar:
II. Indulgência Plenária aplicável somente aos Defuntos em qualquer dia façam a Santa Comunhão, contanto que visitem uma Igreja ou um público Oratório e lá rezem por algum tempo, segundo a intenção do Sumo Pontífice.
III. Da mesma forma, poderão lucrar Indulgência Plenária todas as segundas-feiras, assistindo à Santa Missa em sufrágio das Almas do Purgatório, e cumprindo as outras condições supramencionadas.
IV. Todas as Indulgências que são concedidas e se concederão no futuro, as quais se lucram pelos fiéis que fizeram esta oferta, podem ser aplicadas às Almas do Purgatório. 

Finalmente, o mesmo Papa Pio IX, em 20 de novembro de 1854, tendo em vista aqueles jovens que ainda não comungam e também os enfermos, os crônicos, os velhos, os camponeses, os encarcerados e outras pessoas que não podem comungar ou não podem acompanhar a Santa Missa às segundas-feiras, concedeu-lhes que poderiam aplicar ao mesmo fim a Missa do Domingo. E para aqueles fiéis que ainda não comungam ou são impedidos de comungar, poderá a oferta ser comutada em outra obra de piedade pelos confessores autorizados pelo Ordinário local.

Adverte-se, ainda, que, embora esse Ato heroico de caridade seja chamado em alguns opúsculos de “Voto heroico de caridade” e venha acompanhado de uma fórmula escrita, não se deve entender este “voto” como feito em modo que obrigue “sob pecado”; também não é necessário pronunciar qualquer fórmula, bastando, para ser partícipes das Indulgências e privilégios indicados, a obrigação feita com o coração.

Fonte:

Milagres da Igreja Católica - JOVEM SUICIDA É SALVO PELO ESCAPULÁRIO


DEGOLADO, SÓ É ENCONTRADO 3 DIAS DEPOIS E NÃO MORRE ATÉ ENCONTRAR-SE COM UM SACERDOTE

Como Nossa Senhora prometeu que aqueles que 'piedosamente' morressem com o Escapulário não padeceriam do fogo do inferno...

Este impressionante fato ocorreu perto de Granada, na Espanha, e mostra bem a clara proteção da Virgem do Carmo aos que usam o Escapulário.

Num internato daquela cidade, estudava um rapaz muito querido por seu bom comportamento e sucesso nos estudos. Um dia pediu licença para ir até sua cidade, não longe de Granada. Mas, à hora combinada, não voltou, nem no dia seguinte. Os professores mandaram alguém até a casa dos parentes, para saber o que teria ocorrido, mas ficaram surpresos em saber que ele lá não tinha aparecido.

Apreensivos, deram uma busca em seu quarto e só notaram a ausência da navalha com que costumava se barbear. Uma terrível suspeita levantou-se e imediatamente os mestres comunicaram o fato às autoridades e começaram as buscas para ao menos encontrar o corpo do rapaz.

Passados três dias de angustia, dois homens faziam o percurso de Granada à cidade em que morava o rapaz, quando sentiram um impulso interior para aproximar-se de um poço artesiano abandono, que ficava um pouco afastado do caminho. Depois de ter sido perfurado 80 metros, fora abandonado. A 30 metros havia uma saliência para servir de descanso a quem descesse. Conservava ainda um cabo, pelo qual se podia descer até quase o fundo.
Como não se podia ver nada em seu interior, por causa da escuridão, um dos homens jogou dentro uma pedra. No mesmo instante ouviu-se um gemido humano. Atônito, para certificar-se do fato, atirou outra. Aí ouviu-se claramente uma voz que dizia:

- Não atire mais, pois vai matar-me!

Impressionados, os dois correram à cidadezinha para dizer. A noticia correu como rastilho de pólvora, pois toda a população estava ansiosa para ter notícias do desaparecido rapaz. Assim, acorreu ao local o povoado todo, com autoridades e o vigário à frente.

Um indivíduo, atado a uma corda, deslizou para o interior do poço. Ao chegar à saliência aos 30 metros de profundidade, viu um corpo ferido que fazia esforços para não cair. As profundezas. Pediu que descessem um cesto, e nele colocou cuidadosamente o corpo.

Na superfície, todos viram tratar-se do estudante desaparecido. Apresentava tão profundo talho no lado esquerdo do peito e do pescoço, que a cabeça mal podia manter-se unida ao corpo. TINHA COMPLETAMENTE SECIONADAS A FARINGE E A LARINGE QUE, PARA QUE PUDESSE FALAR, FOI NECESSÁRIO POR-LHE A CABEÇA DE MANEIRA QUE ENCAIXASSE NAS PARTES SECIONADAS. Ninguém compreendia como é que podia manter-se com vida...

Ao ver o sacerdote, o infeliz abraçou-lhe as pernas e pediu-lhe que o atendesse imediatamente em confissão, declarando publicamente que, num ato de loucura, tinha deslizado pelo cabo do poço, onde quis suicidar-se. Mas quando já estava ferido de morte, veio-lhe o Pensamento do inferno, e pediu perdão e misericórdia a Nossa Senhora; e passou três dias e três noites naquela angustia.

Reconciliado com Deus, após confessar-se com o sacerdote, pouco depois faleceu.

Os médicos da faculdade de Medicina não puderam explicar como pode viver aquele rapaz durante três dias, materialmente degolado, numa profundidade em que o frio de janeiro é terrível, pois está próximo à Serra Nevada. Quando quiseram suturar-lhe o pescoço, sua carne estava tão endurecida pelo frio, que se quebravam as agulhas. 

O QUE A CIÊNCIA NÃO PODE EXPLICAR, PÔDE-O A FÉ, POIS O JOVEM SUICIDA TRAZIA CONSIGO O SANTO ESCAPULÁRIO DO CARMO.

Fonte:

Oração para pedir a virtude da humildade

A humildade é um tesouro inestimável. Todos devemos rezar frequente e fervorosamente esta oração, para que o orgulho e a soberba não nos dominem; e para que o zelo amargo não se apodere do nosso coração.

“Senhor, Vós conheceis a minha fraqueza!

Cada manhã faço a resolução de praticar a humildade; e à noite reconheço que cometi ainda muitas faltas de orgulho.

À vista disto, sou tentada a desencorajar, mas, eu sei, o desencorajamento é também orgulho.

Quero pois, ó meu Deus, colocar a minha esperança somente em Vós; porque Vós tudo podeis!

Dignai-vos fazer nascer na minha alma, a virtude que desejo.

Para obter esta graça, da vossa infinita misericórdia, repetir-vos-ei muitas vezes:

Ó Jesus, doce e humilde de coração, tornai o meu coração semelhante ao vosso!”



(Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, Oração 20)

Oração pedindo as virtudes de Maria

Outros Vos peçam, ó Mãe de misericórdia, o que quiserem, saúde, bens e proveitos temporais; quanto a mim, ó Maria, venho pedir-Vos coisas mais conformes aos vossos desejos e mais agradáveis ao vosso santíssimo Coração.
Éreis tão humilde nesta terra, alcançai-me então a humildade e o amor dos desprezos. Éreis tão paciente nas penas; alcançai-me a paciência nas contrariedades. Éreis tão amante de Deus; alcançai-me o dom do santo e puro amor.
Éreis toda caridade para com o próximo; alcançai-me a caridade para com todos, principalmente para com os meu inimigos. Éreis sempre unida à vontade de Deus; alcançai-me uma inteira conformidade com as disposições da Providência.
Numa palavra, Vós que sois a mais santa das criaturas, ó Maria, tronai-me santo. Não é o amor que Vos falta: podeis e já quereis conceder-me todos os bens; só uma coisa pode me impedir de receber as vossas graças; é a minha negligência em Vos invocar, ou a minha pouca confiança na Vossa intercessão, mas a Vós toca obter-me a fidelidade em Vos implorar e a confiança nas vossas orações.
São essas as duas graças que Vos peço sobre todas, e espero firmemente obtê-las de Vós, ó Maria, minha Mãe, minha esperança, meu amor, minha vida, meu refúgio, meu socorro e minha consolação! Assim seja.
Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”. Editora Artpress
Fonte. http://opoderdaoracao.com.br/home/oracao/oracao-pedindo-as-virtudes-de-maria/

Oração Intercedendo pela conversão e libertação


 
Senhor, Pai Eterno, em Nome do teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo (sinal da cruz), derrubamos, com o poder do Espírito Santo, todas as fortalezas da mentira, engano, escravidão espiritual, presunção e orgulho na vida de .... (falar o nome da pessoa)

Senhor Pai Amoroso, usando a autoridade que nos foi concedida pelo Senhor Ressuscitado, vencedor de todo mal e da morte eterna, derrubamos as barreiras que se levantam em .... (falar o nome da pessoa) contra Teu conhecimento e adoração.

Senhor Pai Justo e Santo, em Nome de Cristo Ressuscitado, único Senhor do universo, nós agora expulsamos de .... (falar o nome da pessoa) todas as trevas e influências malignas em todas as áreas do seu ser, assim como todo e qualquer domínio que Teu inimigo, Senhor, possa ter sobre .... (falar o nome da pessoa)

Neste instante, pelo Sangue do Senhor Jesus, que está na Sua glória intercedendo por nós, libertamos .... (falar o nome da pessoa) para que ele viva reconciliado Contigo, se converta, confesse seus pecados e seja, doravante, Teu (Tua) filho (a) obediente. E agradecemos-Te por isto, Senhor.

Pela autoridade do Nome onipotente do Senhor Jesus (sinal da cruz), eu quebro todo poder de satanás sobre a vida de .... (falar o nome da pessoa), e reclamo sua salvação, cura e libertação de todo malefício, macumba, controle mental, insegurança, medo, para que "a sua alegria seja perfeita" (João 16, 24) e o Sangue precioso do Senhor Jesus produza em (falar o nome da pessoa) os frutos do Espírito Santo.

Santa Maria, Mãe de Deus, roga por este teu (tua) filho (a) .... (falar o nome da pessoa) por sua conversão, salvação e libertação.

Amém e Amém! Creio em Deus Pai Todo-Poderoso ...

Oração contra tentaçao

Orção quando estou enfrentando uma Tentação (SMA)

— Padre Vagner Baia

Orando quando eu estou enfrentando a Tentação….

“Bem-aventurado os que resistem à tentação. Os que passarem pelo teste receberão a coroa da vida que o Senhor prometeu para aqueles que o amam”.(Tg 1,12).[www.arcanjomiguel.net]

“Jesus disse: Vigiem e orem para que não caiam em tentação; o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.(Mt 26,41).(SMA)

Senhor meu Deus, mais do que nunca preciso ficar perto de Ti, pois em Ti esta minha segurança e minha fortaleza para que eu possa resistir as tentações que hoje se abatem sobre mim, e vem com tanta força que parece que não vou resistir…dai-me a fortaleza de Jesus que no momento do Gólgata resistiu, mesmo tento suado sangue…assim quando Ele no deserto o demônio lhe ofereceu saciar sua fome, riqueza e poder para corromper seu coração.[www.arcanjomiguel.net]

Ele soube resistir, hoje se abate sobre mim diversas tentações; diga a sua tentação ( as vezes de vingança, obsessão, as vezes sexualidade…seja na masturbação, pornografia, homossexualidade , lesbianismo, prostituição, vícios de bebidas, drogas, gastar compulsivamente, traição, adultério, roubar, agredir… ficar xingando, gritar, ofender, ficar remoendo o passado, querendo morrer ou ficar doente, principalmente aquela pessoa que vem sempre me convidar para ir com ela fazer o que não devo….)

Lava-me Jesus deste mal, lava-me os meus ouvidos que ouve estas ouvem estas tentações e elas ficam martelando na minha cabeça…vai aliviando estes sentimentos e estes pensamentos que mais parecem uma loucura…algo desenfreado que entrou na minha alma…nos meus desejos… minha vontade, é como se fizessem parte de mim e me alimentassem disto para viver …mas sinto nojo de tudo isto…quero me libertar desta perseguições e desta tentações.(SMA)

Vem anjos de Deus combater por mim…vem anjos da virtudes preencher este vazio corrompido por este mal…vem me libertar de todas esta contaminações que   entraram no meu inconsciente e foi me dilacerando….dai-me senhor esta graça de resistir por mais um dia….lava-me todas as áreas atingidas com seu sangue redentor e que todo meu interior seja moldado no seu e como Jesus sob resistir a tudo isto.

Vem Senhor me capacitar para resistir as tentações de minhas obsessões, seja no vestir, na comida, nas cores de roupas, pelo meu time de futebol, meus acessórios, em minhas compulsões em me lavar, lavar as mãos, fechar e abrir portas, dos ídolos, sejam atores, cantores, jogadores de futebol, partidos políticos, vem me libertar desta obsessões que muitas vezes não tinha consciência, mas que agora quero ser livre.(SMA)

Dai-me a graça de santificar meus sentimentos e acalmar toda esta ansiedade que alimenta minha vida e minha necessidades interiores….purifica meus olhos para eu veja como Jesus via, purifica meus ouvidos para ouvir como Jesus ouvia, purifica minha boca para que eu possa falar como Jesus, purifica meu corpo para que seja tão cheio de graça como o de Jesus….dai-me todo entendimento como o de Jesus…

Obrigado Jesus e que eu possa descansar hoje em teus braços , que eu possa dormir nos teus braços e que teus anjos me acompanhem durantes estes dias para me proteger e ter força para superar esta tentações sempre…..Amem.[www.arcanjomiguel.net]
Obrigado Senhor por me atender e me capacitar para vencer todo mal….Amem…Aleluia…..[www.arcanjomiguel.net]
Padre Vagner Baia

— by Clevinho Maia
Fonte: http://www.arcanjomiguel.net

Novena para Livrar-nos do mal

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Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.

Senhor Nosso Deus Soberano, Todo-Poderoso, a quem tudo pertence,
Vós que tudo fizestes e que tudo podeis transformar segundo a Vossa vontade,
Senhor Nosso Deus, livrai-nos do mal!
Vós que Sois o médico e o remédio das nossas almas, livrai-nos do mal!
Vós que Sois a salvação daqueles que a Vós recorrem, livrai-nos do mal!

Nós Vos pedimos e suplicamos que afasteis toda influência maligna,
Senhor fortalecei-nos e enchei-nos de Vosso Santo Espírito, livrando-nos do mal!
Afastai as forças do mal para que possamos nos dedicar à prática do bem.
Afastai de nossos lares e nossa vida todos os males.
Livrai-nos Senhor da bruxaria, magia, superstição, feitiços e maldições.
Afastai-nos Senhor de todo mal como a ganância, o egoísmo, e inveja, o ódio, a calúnia, a falência, a mentira e a traição.
Afastai a doença física, psíquica, moral e espiritual.
Senhor livrai-nos de todos os males!
Deus Todo-Poderoso, como Jesus nos ensinou, nós pedimos...
(Fazer seu pedido)
Pai-nosso, que estais no céu,
santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso reino,
seja feita a Vossa vontade
assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal. Amém.
Arcanjos de Deus livrai-nos do mal!
Arcanjos do Senhor venham em nosso auxílio!
Ó Deus, de modo especial, livrai-nos deste mal que tanto nos aflige. Amém.

Catequese do Papa Bento XVI Sobre Santa Brígida da Suécia.

27.10.10 - Cidade do Vaticano: - Bento XVI encontrou-se, nesta quarta-feira, na Audiência Geral, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, com fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo.
Queridos irmãos e irmãs,
Na fervorosa vigília do Grande Jubileu do Ano 2000, o Venerável Servo de Deus João Paulo II proclamou Santa Brígida da Suécia copadroeira de toda a Europa. Nesta manhã, desejo apresentar a figura, a mensagem, e as razões pelas quais essa santa mulher tem muito a ensinar – ainda hoje – à Igreja e ao mundo.
Conhecemos bem os acontecimentos da vida de Santa Brígida, porque os seus pais espirituais redigiram a sua biografia para promover o processo de canonização logo após sua morte, ocorrida em 1373. Brígida nasceu setenta anos antes, em 1303, em Finster, na Suécia, uma nação do Norte europeu que, já fazia três séculos, havia acolhido a fé cristã com o mesmo entusiasmo com que a santa a tinha recebido de seus pais, pessoas muito piedosas, pertencentes a nobres famílias próximas à Casa real. Podemos distinguir dois períodos na vida desta santa.
O primeiro é caracterizado pela sua condição de mulher alegremente casada. O marido chamava-se Ulf e era governador de um importante distrito do reino da Suécia. O matrimônio durou 28 anos, até a morte de Ulf. Nasceram oito filhos, dos quais a segunda, Karin (Catarina), é venerada como santa. Isso é um sinal eloquente do compromisso educativo de Brígida em relação a seus próprios filhos. Além disso, a sua sabedoria pedagógica foi apreciada a tal ponto que o rei da Suécia, Magnus, chamou-a à corte durante um certo período, com a missão de introduzir a sua jovem esposa, Bianca de Namur, na cultura sueca.
Brígida, espiritualmente conduzida por um douto religioso que a iniciou no estudo das escrituras, exerceu uma influência muito positiva sobre a sua família que, graças à sua presença, tornou-se uma verdadeira "igreja doméstica". Juntamente com o marido, adotou a Regra dos Terciários franciscanos.
Praticava com generosidade obras de caridade em favor dos indigentes; fundou também um hospital. Próximo à sua esposa, Ulf aprendeu a melhorar o seu caráter e a progredir na vida cristã. Ao retornar de uma longa peregrinação a Santiago de Compostela, feita em 1341 juntamente com outros membros da família, os esposos amadureceram o projeto de viver em continência; mas, pouco tempo depois, na paz de um mosteiro ao qual havia se retirado, Ulf concluiu a sua vida terrena.
Esse primeiro período da vida de Brígida ajuda-nos a apreciar aquela que hoje podemos definir como uma autêntica "espiritualidade conjugal": unidos, os esposos cristãos podem percorrer um caminho de santidade, sustentados pela graça do Sacramento do Matrimônio. Não poucas vezes, exatamente como aconteceu na vida de Santa Brígida e Ulf, é a mulher que, com a sua sensibilidade religiosa, com a delicadeza e a doçura pode fazer o marido percorrer um caminho de fé.
Penso com reconhecimento em tantas mulheres que, dia após dia, ainda hoje iluminam as próprias famílias com o seu testemunho de vida cristã. Possa o Espírito do Senhor suscitar também hoje a santidade dos esposos cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do matrimônio vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, o auxílio recíproco, a fecundidade na geração e na educação dos filhos, a abertura e a solidariedade com relação ao mundo, a participação na vida da Igreja.
Quando Brígida torna-se viúva, inicia-se o segundo período da sua vida. Renunciou a outras núpcias para aprofundar a união com o Senhor através da oração, penitência e obras de caridade. Também as viúvas cristãs, portanto, podem encontrar nessa santa um modelo a seguir. Com efeito, Brígida, com a morte do marido, após ter distribuído os seus bens aos pobres, mesmo sem ter feito a consagração religiosa, estabeleceu-se junto ao mosteiro cisterciense de Alvastra. Ali começaram as revelações divinas, que a acompanharam durante todo o resto de sua vida. Essas foram ditadas por Brígida a seus secretários-confessores, que as traduziram do sueco para o italiano em uma edição de oito livros, intitulados Revelationes (Revelações). A esses livros, une-se também um suplemento, que é intitulado precisamente Revelationes extravagantes (Revelações suplementares).
As Revelações de Santa Brígida apresentam um conteúdo e um estilo muito variado. Às vezes, a revelação apresenta-se sob a forma de diálogos entre as Pessoas divinas, a Virgem, os santos e também os demônios; diálogos nos quais também Brígida intervém. Outra vezes, ao contrário, trata-se do relato de uma visão particular; e, em outras, é narrado ainda aquilo que a Virgem Maria lhe revela acerca da vida e dos mistérios do Filho. O valor dasRevelações de Santa Brígida, por vezes objeto de algumas dúvidas, foi precisado pelo Venerável João Paulo II na Carta Spes Aedificandi: "Não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior" (n. 5).
De fato, lendo as Revelações, somos interpelados sobre muitos temas importantes. Por exemplo, retornam frequentemente as descrições, com detalhes bastante realistas, da paixão de Cristo, pela qual Brígida teve sempre uma devoção privilegiada, contemplando nessa o amor infinito de Deus pelos homens. Na boca do Senhor que fala, ela coloca com audácia estas comoventes palavras: "Ó meus amigos, amo tão ternamente as minhas ovelhas que, se fosse possível, desejaria morrer tantas outras vez, por cada uma dessas, por aquela mesma morte que sofri para a redenção de todas"(Revelationes, Livro I, c. 59). Também a dolorosa maternidade de Maria, que a tornou Mediadora e Mãe de misericórdia, é um argumento que aparece frequentemente nasRevelações.
Recebendo esses carismas, Brígida era consciente de ser destinatária de um grande dom de predileção da parte do Senhor: "Filha minha – lemos no primeiro livro das Revelações –, escolhi a ti para mim, ama-me com todo o teu coração [...] mais do que tudo o que existe no mundo" (c. 1). De resto, Brígida bem sabia, e estava firmemente convencida, de que todo o carisma é destinado a edificar a Igreja. Exatamente por esse motivo, não poucas das suas revelações eram destinadas, sob a forma de admoestações também severas, aos fiéis de seu tempo, incluídas as Autoridades religiosas e políticas, para que vivessem coerentemente a sua vida cristã; mas fazia isso sempre com uma abordagem respeitosa e de fidelidade plena ao Magistério da Igreja, em particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro.
Em 1349, Brígida deixou para sempre a Suécia e foi em peregrinação a Roma. Não somente buscava participar do Jubileu de 1350, mas desejava também obter do Papa a aprovação da Regra de uma Ordem Religiosa que pretendia fundar, em honra ao Santo Salvador, e composta por monges e monjas sob a autoridade da abadessa. Esse é um elemento que não deve surpreender-nos: na Idade Média, existiam fundações monásticas com um ramo masculino e um ramo feminino, mas com a prática da mesma regra monástica, que previa a direção da Abadessa.
De fato, na grande tradição cristã, à mulher é reconhecida uma dignidade própria, e –sempre sob o exemplo de Maria, Rainha dos Apóstolos – um lugar próprio na Igreja, que, sem coincidir com o sacerdócio ordenado, é igualmente importante para o crescimento espiritual da Comunidade. Além disso, a colaboração dos consagrados e consagradas, sempre no respeito da sua específica vocação, reveste-se de grande importância no mundo de hoje.
Em Roma, na companhia da filha Karin (Catarina), Brígida dedicou-se a uma vida de intenso apostolado e de oração. E, de Roma, partiu em peregrinação a diversos santuários italianos, em particular a Assis, pátria de São Francisco, pelo qual Brígida nutriu sempre grande devoção. Finalmente, em 1371, coroou o seu maior desejo: a viagem à Terra Santa, para onde foi em companhia dos seus filhos espirituais, um grupo que Brígida chamava de "os amigos de Deus".
Durante aqueles anos, os Pontífices encontravam-se em Avignon, distante de Roma: Brígida dirigiu-se severamente a eles, a fim de que voltassem à sé de Pedro, na Cidade Eterna.
Morreu em 1373, antes que o Papa Gregório XI retornasse definitivamente para Roma. Foi sepultada provisoriamente na igreja romana de San Lorenzo in Panisperna, mas, em 1374, os seus filhos Birger e Karin a levaram de volta para a pátria, ao mosteiro de Vadstena, sede da Ordem religiosa fundada por Santa Brígida, que teve subitamente uma notável expansão. Em 1391, o Papa Bonifácio IX canonizou-a solenemente.
A santidade de Brígida, caracterizada pela multiplicidade dos dons e das experiências que desejei recordar nesse breve perfil biográfico-espiritual, tornam-na uma figura eminente na história da Europa. Proveniente da Escandinávia, Santa Brígida testemunha como o cristianismo havia profundamente permeado a vida de todos os povos deste Continente.
Declarando-a copadroeira da Europa, o Papa João Paulo II desejou que Santa Brígida – que viveu no século XIV, quando a cristandade ocidental não era ainda ferida pela divisão – pudesse interceder eficazmente junto a Deus para obter a graça tão desejada da plena unidade de todos os cristãos. Por essa mesma intenção, que tanto está presente em nossos corações, e para que a Europa saiba sempre alimentar-se das próprias raízes cristãs, desejamos rezar, queridos irmãos e irmãs, invocando a poderosa intercessão de Santa Brígida da Suécia, fiel discípula de Deus e copadroeira da Europa. Obrigado pela atenção.

Ao final da Catequese, o Papa dirigiu sua saudação aos peregrinos de língua portuguesa:

Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos fiéis brasileiros de Itatiba, Franca, Paciência, São Paulo e peregrinos vindos de Portugal: a todos dou as boas vindas, feliz e agradecido pela vossa visita amiga. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençoo. Obrigado!

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

As 7 dores de Nossa Senhora


A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho:
a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus.

As Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores
Santa Brígida diz-nos, nas suas revelações aprovadas pela Igreja Católica, que Nossa Senhora lhe prometeu conceder sete graças a quem rezar cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas principais "Sete dores" e Lágrimas, meditando sobre as mesmas.

1ª - Porei a paz em suas famílias. 
2ª - Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios. 
3ª - Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos. 
4ª - Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas. 
5ª - Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida. 
6ª - Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima. 
7ª - Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhe-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. 

 
Santo Afonso Ligório nos diz que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu, aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças:
 
1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados.
2ª - Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu. 
3ª - Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte. 
4ª - Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.
ORAÇÃO INICIAL
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores.
Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos.
Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos méritos de vossas Dores e Lágrimas a graça...

1ª Oração 


Pela dor que sofreste ao ouvir a profecia de Simeão de que uma espada de dor transpassaria o vosso coração,
Mãe de Deus, ouvi a nossa prece.

Ave Maria... Glória...

2ª Oração


Pela dor que sofreste quando fugiste para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para o salvar da fúria do ímpio Herodes,
Virgem Imaculada ouvi a nossa prece. 

Ave Maria... Glória...  

3ª Oração

Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias,
Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.

Ave Maria... Glória...   

4ª Oração


Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a cruz ao ombro, a caminho do Calvário,
Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa Prece.

Ave Maria... Glória...  

5ª Oração

Pela dor que sofreste quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões,
Mãe da Divina Graça, ouvi a nossa prece. 

Ave Maria... Glória...  

6ª Oração

Pela dor que sofreste quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz,
Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece.

Ave Maria... Glória...

7ª Oração

Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão,
Senhora de Todos os Povos, ouvi a nossa prece.

Ave Maria... Glória...  

Oração Final

Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a " Mãe das Dores", para que possamos participar de vosso sofrimento e Vós consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade.
Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrar-mos convosco no céu.
Amém.

Consagração a Nossa Senhora

Ó Santa Mãe Dolorosa de DEUS, ó Virgem Dulcíssima, eu Vos ofereço o meu coração afim de que o conserveis intacto como o Vosso Coração Imaculado.
Eu Vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba apenas pensamentos de paz e de bondade, de pureza e verdade.
Eu Vos ofereço a minha vontade, para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço de DEUS.
Eu vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angustias, minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e meu futuro, para serem apresentadas por Vós ao Vosso Divino FILHO, para purificação da minha vida.
Mãe Compassiva, eu me refugio em Vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas palpitações de minhas tentações, de minha aridez, de minha indiferença e das minha negligencias. 
Escutai-me ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me, contra todos os perigos da alma e do corpo, agora e por toda a eternidade.
Assim seja!
Amém.

Disponivel em http://www.salverainha.com.br