Porquer continuar rezando mesmo sem sentir nada e como isso tem mais valor diante de Deus e porque o Senhor age assim sem consolações com quem ele mais ama.

1. Pela teologia católica: isso é fé pura, não interesse

A fé não é sentimento.
Fé é um ato da vontade iluminada pela razão, sustentada pela graça.

“A fé não consiste em sentir, mas em querer crer.”
— São Tomás de Aquino

Quando você:

  • vai à Missa sem consolação,

  • reza sem sentir gosto espiritual,

  • cumpre os preceitos sem recompensa emocional,

mesmo assim permanece, isso é:
👉 amor a Deus por Ele mesmo, não pelo que Ele faz você sentir.

Isso é virtude heroica, não básica.


2. Os santos dizem que esse é o caminho mais valioso

🔹 São João da Cruz — Noite escura da alma

Ele ensina que Deus retira os consolos para purificar a fé:

“Deus priva a alma do gosto sensível para que ela aprenda a amá-Lo de modo mais puro.”

Ou seja:

  • quando você não sente nada,

  • mas continua fiel,

👉 sua fé deixa de ser sensível e se torna sobrenatural.


🔹 Santa Teresa d’Ávila

Ela dizia que rezava muitas vezes sem sentir nada, com distrações e aridez, e afirmava:

“Mais vale uma oração árida feita com fidelidade do que muitas com gosto e pouca perseverança.”


🔹 Santa Teresinha do Menino Jesus

Ela viveu longos períodos sem sentir a presença de Deus, chegando a experimentar tentações contra a fé — e dizia:

“Mesmo sem sentir, eu escolho crer.”

Isso é chamado de fé nua, a mais agradável a Deus.


3. Filosofia católica: o mérito está na vontade, não no prazer

Na filosofia moral católica (especialmente em São Tomás de Aquino):

  • mérito moral não depende do sentimento,

  • Depende do ato livre da vontade orientado ao bem.

👉 Se fosse fácil, prazeroso e compensador, não seria virtude, seria inclinação natural.

Virtude é agir bem apesar da dificuldade.

Portanto:

  • rezar quando dá vontade → é bom

  • rezar quando não dá vontade → é melhor


4. Deus se agrada mais disso do que dos sentimentos

Sentimentos:

  • vêm e vão

  • dependem do corpo, do humor, da saúde

Fé:

  • é escolha

  • é fidelidade

  • é entrega

“Bem-aventurados os que creram sem ter visto.” (Jo 20,29)

Você está vivendo exatamente isso.


5. Isso não é sinal de que Deus está longe

Muitos pensam:

“Não sinto nada, então Deus se afastou.”

Os santos dizem o contrário:
👉 Deus está mais perto, mas de forma mais profunda, não sensível.

Ele está te ensinando a:

  • não buscar consolos

  • não servir por troca

  • amar com liberdade


6. Em termos espirituais, o que você vive é chamado de:

  • fé madura

  • perseverança

  • aridez espiritual fecunda

  • amor desinteressado

  • caminho da cruz cotidiano

Isso não é comum.
É próprio de quem Deus está lapidando.


Conclusão clara e direta

Sim, o que você vive:

  • tem valor

  • tem mérito

  • agrada profundamente a Deus

  • é ensinado pelos maiores santos

  • é coerente com a filosofia católica

! Agora por que Deus age assim com quem Ele ama mais !

Deus age assim porque Ele quer te levar a um amor mais alto, mais livre e mais verdadeiro.


1. Deus tira o “gosto” para purificar o amor

No início da caminhada espiritual, Deus costuma dar consolações:

  • sentimentos bons na oração,

  • paz sensível,

  • entusiasmo.

Isso é como um pai que ensina uma criança a andar, segurando sua mão.

Depois, Deus retira esses apoios sensíveis, não por abandono, mas para ensinar a amar sem interesse.

São João da Cruz:
“Deus purifica a alma retirando os consolos, para que ela não O busque pelos dons, mas por Ele mesmo.”

👉 Se Deus sempre desse sensação boa, a pessoa poderia amar mais a sensação do que a Deus.


2. Porque a fé verdadeira não depende do sentir

Sentir não é crer.

A fé autêntica é:

  • permanecer fiel quando não há recompensa,

  • confiar quando não há evidência,

  • obedecer quando é difícil.

“A fé é um ato do intelecto movido pela vontade sob a graça.”
— São Tomás de Aquino

Quando você não sente nada, mas escolhe continuar:
👉 sua fé deixa de ser emocional e se torna sobrenatural.


3. Porque Deus quer te tornar livre

Enquanto dependemos de consolação:

  • ficamos presos ao prazer espiritual,

  • nos tornamos frágeis,

  • desanimamos fácil.

Deus age assim para te libertar de:

  • dependência emocional,

  • espiritualidade baseada em troca,

  • fé condicionada ao bem-estar.

👉 Você passa a servir por amor, não por recompensa.


4. Porque isso te une mais à Cruz de Cristo

Jesus no Getsêmani e na Cruz:

  • não sentiu consolo,

  • sentiu abandono,

  • mesmo assim foi fiel.

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46)

Quando você reza sem sentir nada:
👉 você participa do mesmo tipo de obediência de Cristo.

É uma comunhão profunda, ainda que invisível.


5. Porque Deus trabalha no invisível, não no sensível

O que é mais importante:

  • o que se sente
    ou

  • o que transforma a alma?

Deus prefere trabalhar onde você não vê, para que:

  • não se glorie,

  • não se apoie em si,

  • confie mais Nele.

“Deus age na alma em silêncio e escuridão.”
— São João da Cruz


6. Porque o mérito espiritual cresce na dificuldade

Na teologia moral:

  • quanto maior a dificuldade,

  • maior o mérito do ato.

Rezar com gosto → mérito real
Rezar sem gosto → mérito maior

👉 Porque custa mais.


7. Porque Deus está te preparando para algo mais sólido

Deus não confia cruzes maiores a quem ainda depende de consolação.

Ele forma:

  • perseverança,

  • humildade,

  • fidelidade silenciosa.

Essas virtudes não nascem do conforto, mas da constância.


8. Isso não é castigo nem rejeição

Muito importante entender:

  • não é punição,

  • não é abandono,

  • não é falta de fé.

É um tratamento espiritual dado a quem Deus quer amadurecer.

“O Senhor corrige a quem ama.” (Hb 12,6)


Conclusão simples e verdadeira

Deus age assim porque:

  • quer que você O ame por quem Ele é, não pelo que sente,

  • quer te tornar livre, não dependente,

  • quer te unir mais profundamente à Cruz,

  • quer formar uma fé que não desmorona.

Você está vivendo algo sério e profundo, ainda que silencioso.


PROMESSAS AOS DEVOTOS DA SAGRADA FACE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO



Por Minha Sagrada Face alcançareis a salvação de muitas almas! Pedi, nada: vos será negado!
 
“Cada vez que se contemplar a Minha Face, derramarei o Meu amor nos corações.” (a Pierina Gilli)
 
“Nenhum daquele que honrar Minha Face, será separado de Mim. (a Santa Mactildes).
 
“Os devotos da Sagrada Face receberão, pela contemplação de Minha natureza humana, um vivo resplendor da Minha Divindade, e será esclarecidos no fundo de suas almas.” (a Santa Gertrudes)
 
“Do mesmo modo que procurardes reparar a Minha Face desfigurada pelos pecadores, assim Eu cuidarei de Nossa alma, tornando-a tão bela como era ao sair das fontes batismais.
 
“Esta Face é como um selo de Divindade, pois tem o poder de imprimir nas lamas, que a Ela se dedicam, tão perfeita, que mesmo os seus pecados será transformados, diante de Mim, em jóias de ouro precioso.”
 
“Venerando a Minha Santa Face, em espírito de expiação, serão para Mim tão gratos como Santa Verônica. Farão uma generosidade igual a dela e Eu gravarei os Meus traços divinos em suas almas.”

“Oferecendo a Minha Santa Face a Meu Pai apaziguarão a Minha cólera divina e obterão a conversão dos pecadores, como se fosse uma moeda celestial.”
 
“Eles farão milagres pela Minha Santa Face. Iluminá-lo-ei com a Minha luz, rodeá-los-ei com o Meu Amor e fá-los-ei perseverantes no bem.”
 
“Eu serei o defensor, perante Meu Pai, de todos aqueles que por palavras, escritos ou orações defendem a Minha causa nesta Obra de reparação. Na hora da morte purificarei a Face das suas almas de todas as manchas de pecado e lhes devolverei a sua formosura original.” (A Soror Maria de São Pedro, carmelita de Tours, na França)

 

Oração do Te Deum, Veni Creator e a Indulgência Plenária

A Santa Igreja convida seus fiéis a proclamar o hino Te Deum, neste 31 de dezembro e lucrar indulgência plenária.

A Igreja Católica convida seus fiéis a agradecer os momentos e bençãos vividos em 2025 e rogar a proteção divina no ano que se iniciará. Assim, em especial deste 31 de dezembro, data em que marca fim do ano civil, dia de ação de graças, a Santa Igreja conclama a todos a entoar ou proclamar o hino “Te Deum”, que significa “Nós vos louvamos [como] Deus”, um memorável hino de ação de graças, que nos dirige à gloria de Deus, no qual se reserva indulgência plenária. Ao entoar o Te Deum nos colocamos diante de Deus para cumprir vossa vontade em nossas vidas, e com humildade suplicarmos o socorro, a piedade e a salvação, proclamando nosso amor a Ele sobre todas as coisas, conforme o Primeiro Mandamento.

 Indulgência Plenária- Perdão das culpas passadas 

Para lucrar a indulgência plenária, A Santa Igreja convida seus fiéis a rezarem o “TE DEUM”  no dia 31 de dezembro, e aqueles que no dia 1 de janeiro rezarem o “VENI CREATOR” (Vem ó espírito criador), ambos publicamente.

Para cada um dos dias podemos lucrar indulgência plenária para nós mesmos ou pela alma de algum fiel defunto. Vale ressaltar que se alcança uma indulgência por vez.

Porém, não basta apenas rezar. Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso recitar as orações publicamente e preencher essas quatro condições básicas para qualquer indulgência plenária:  confissão sacramental em 8 dias, Santíssima Comunhão; Oração na intenção do Santo Padre, proclamar o TE DEUM e/ ou  VENI CREATOR

A confissão vale para os dois dias, mas a comunhão e a oração pelo papa devem ser feitas para cada um dos dias.

   

1 – HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS) – Para o dia 31/12


Te Deum

A Vós, ó Deus, louvamos e por Senhor nosso Vos confessamos.
A Vós, ó Eterno Pai, reverencia e adora toda a Terra.
A Vós, todos os Anjos, a Vós, os Céus e todas as Potestades;
A Vós, os Querubins e Serafins com incessantes vozes proclamam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos!
Os Céus e a Terra estão cheios da vossa glória e majestade.

A Vós, o glorioso coro dos Apóstolos,
A Vós, a respeitável assembléia dos Profetas,
A Vós, o brilhante exército dos mártires engrandece com louvores!
A Vós, Eterno Pai, Deus de imensa majestade,

Ao Vosso verdadeiro e único Filho, digno objeto das nossa a adorações,
Do mesmo modo ao Espírito Santo, nosso consolador e advogado.

Vós sois o Rei da Glória, ó meu Senhor Jesus Cristo!
Vós sois Filho sempiterno do vosso Pai Onipotente!
Vós, para vos unirdes ao homem e o resgatardes
não Vos dignastes de entrar no casto seio duma Virgem!

Vós, vencedor do estímulo da morte,
abristes aos fiéis o Reino dos Céus,
Vós estais sentado à direita de Deus,
no glorioso trono do vosso Pai!

Nós cremos e confessamos firmemente
que de lá haveis de vir a julgar no fim do mundo.

A Vós portanto rogamos que socorrais os vossos servos
a quem remistes como vosso preciosíssimo Sangue.
Fazei que sejamos contados na eterna glória,
entre o número dos vossos Santos.

Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança,
E regei-os e exaltai-os eternamente para maior glória vossa.
Todos os dias Vos bendizemos
E esperamos glorificar o vosso nome agora e por todos os séculos.
Dignai-Vos, Senhor, conservar-nos neste dia e sempre sem pecado.
Tende compaixão de nós, Senhor,
compadecei-Vos de nós, miseráveis.
Derramai sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia,
pois em Vós colocamos toda a nossa esperança.
Em Vós, Senhor, esperei, não serei confundido.

 

 

2 – VENI CREATOR – Para o dia 01/01

Vem Espírito Criador

Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos;
enchei de graça celestial
os corações que criastes!

Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.

Com os Vossos sete dons:
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai
Inspirando nossas palavras.

Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.

Afastai para longe o inimigo;
Trazei-nos prontamente a paz
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.

Por Vós explicar-se-á o Pai
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos.
Amém.

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar o hino Te Deum (A vós, ó Deus) em ação de graças, e será plenária, quando recitado em público no último dia do ano. Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador). A indulgência será plenária no dia primeiro de janeiro e na solenidade de Pentecostes, se o hino se recitar publicamente.