⚜️Sagrada Face de NOSSO SENHOR JESUS ⚜️

  


Sagrada face de Jesus, seja minha alegria.
Sagrada face de Jesus, seja minha força.
Sagrada face de Jesus, seja minha saúde.
Sagrada face de Jesus, seja minha coragem.
Sagrada face de Jesus, seja meu conhecimento.
Sagrada Face de Jesus, imagem do Pai, providenciai-me.
Sagrada Face de Jesus, Espelho do Teu Coração Sacerdotal, Seja Meu Zelo.
Sagrada Face de Jesus Espírito Presente Mostre-me o Seu Amor
Sagrada Face de Jesus, triste de pesar, conceda meus pedidos pelos seus méritos.
Amem

Oração a Santa Rita de Cássia por causas impossíveis

 


Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés
uma alma desamparada que, necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança de ser atendida
por vós, que tem o título de santa dos casos
impossíveis e desesperados.

Ó cara santa, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto a Deus para que me conceda a
graça de que tanto necessito (faça o pedido).

Não permitais que eu tenha de me afastar de vossos
pés sem ser atendido.

Se houver em mim algum obstáculo que me impeça
de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste.

Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste Esposo, Jesus, em
união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho
em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio,
espero tranquilamente a graça que vos peço.

Santa Rita, Advogada dos Impossíveis, rogai por nós!

Oração e aparição de Nossa Senhora das Lágrimas



A Irmã Amália de Jesus Flagelado e as origens da Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas



Na Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado (que foi fundada, no Brasil, por Monsenhor Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, e Madre Maria Villac) viveu uma piedosa religiosa de nome Irmã Amália de Jesus Flagelado (no batismo, Amalia Aguirre). Tal como outras almas privilegiadas – São Francisco de Assis, Padre Pio de Pietrelcina e Teresa Neumann –, ela recebeu em seu corpo os sagrados Estigmas de Jesus.

Amália Aguirre nasceu em Riós, na Galiza, junto à fronteira de Espanha-Portugal, a 22 de julho de 1901. Pertenceu a uma família antiga, de longa tradição cristã, e seus pais eram admirados pela santidade de costumes, pela fervorosa piedade e sua inesgotável caridade para com o próximo. As circunstâncias econômicas e os planos de Deus obrigaram seus pais a deixar a Espanha e a emigrar para o Brasil, cuja língua – o português – lhes era bem conhecida e também permitia comunicar e trabalhar sem dificuldades. Primeiramente estiveram no Estado da Bahia, mas depois se mudaram para o Estado de São Paulo, para a cidade de Campinas.

Inicialmente a jovem Amália não foi com seus pais para o Brasil e ficou a cuidar de sua avó, já muito idosa e doente, que precisava de companhia. Somente após a morte de sua avó é que atravessou o oceano Atlântico, tendo chegado a Campinas-SP no dia 16 de junho de 1919. Em sua pátria natal, já tinha recebido algumas manifestações prodigiosas de Jesus e da Virgem Maria, mas Amália guardava tudo em segredo no seu coração.

A Irmã Amália de Jesus Flagelado pertenceu ao primeiro grupo de jovens freiras, co-fundadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, que, no dia 8 de dezembro de 1927, receberam o hábito religioso e que fizeram seus votos perpétuos a 8 de dezembro de 1931.

No outono de 1929, um parente de Irmã Amália apareceu no convento. Ele estava em grande angústia: sua esposa estava gravemente doente e vários médicos lhe declararam que já não havia nenhum remédio que pudesse salvá-la. Ele não sabia mais o que fazer, nem sabia o que Deus esperava dele. Por esse motivo, a Irmã Amália era sua última esperança. Desesperadamente, com uma dor profunda e rompendo em lágrimas, o pobre homem interrogou: "O que vai ser então dos meus filhos?".

O coração de Irmã Amália sofreu com a aflição desse seu parente e suas inclinações inatas levaram-na imediatamente a querer ajudá-lo de todas as formas possíveis. Assim, enquanto seu parente lhe contava sua triste história, a Irmã Amália rezava interiormente ao nosso Divino Redentor, em profunda reflexão, enquanto pensava com uma mesma intensidade sobre o que poderia oferecer ou fazer.

Enquanto escutava seu parente e sua própria alma, a Irmã Amália sentiu um impulso interior que parecia chamá-la a ir ter com Jesus presente no Sacrário. Quando terminou o encontro com seu parente, ela respondeu fiel e rapidamente a essa voz que soava em seu coração. A Irmã Amália foi para a capela do convento onde se pôs de joelhos diante do altar e, de braços abertos, disse a Jesus Sacramentado:

"Se já não há salvação para a mulher de T., eu mesma estou disposta a oferecer a minha vida pela mãe desta família. Que quereis que eu faça?".

Nesse momento, Jesus se manifestou e respondeu: "Se deseja obter essa graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe."

Perguntou a Irmã Amália: "Como devo eu rezar?"

Foi então que Jesus ensinou as seguintes invocações: "Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima."
"Vêde, ó Jesus, que são as lágrimas d'Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu."

No final, Nosso Senhor acrescentou uma grande e prodigiosa promessa: "Minha filha: o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo. Mais tarde, Minha Mãe entregará este tesouro para o nosso querido Instituto, como um sinal de Sua Misericórdia."

Isto aconteceu no dia 8 de novembro de 1929.

Fontes bibliográficas consultadas:
• Renato Carrasquinho; Nossa Senhora das Lágrimas: Aparições, Mensagens e Devoção. Edição do Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas (2017).
• Renato Carrasquinho; Devocionário a Nossa Senhora das Lágrimas. Edição especial do Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas (2017).



A aparição de Nossa Senhora das Lágrimas e a Sua entrega da Coroa (ou Rosário) das Lágrimas


No dia 8 de março de 1930, a Irmã Amália de Jesus Flagelado estava a rezar na capela do convento, de joelhos, nos degraus do altar, quando, insperadamente, se sentiu como que elevada para o Alto. Em seguida lhe apareceu Nossa Senhora, que se apresentou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Com um sorriso se aproximou de Irmã Amália, segurando em Suas mãos um rosário a que Ela mesma chamou de «Coroa». As suas contas brilhavam como o Sol e eram brancas como a neve.
Entregando-lhe esse rosário, a Santíssima Virgem Maria disse:

"Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio. Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha.".

Dito isto, a Senhora desapareceu.



A revelação da prodigiosa medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado



Na aparição do dia 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem pediu à Irmã Amália que mandasse cunhar uma medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado, e disse que essa mesma medalha devia ser muito divulgada para que o poder de Satanás no Mundo fosse vencido. Nossa Senhora ainda acrescentou que todos os fiéis que a trouxessem com amor e devoção obteriam inúmeras graças.



Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, essa medalha traz cunhada na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas em atitude de entrega da Coroa das Lágrimas (exatamente como aconteceu na anterior aparição de 8 de março de 1930 à Irmã Amália) e rodeada pelas palavras: "Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!". No verso, traz cunhada a imagem de Jesus Manietado – ou seja, amarrado durante a Sua Dolorosa Paixão – e rodeada pelas palavras: "Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!".



Palavras de Jesus Manietado transmitidas à Irmã Amália para todos os missionários das Lágrimas de Maria:

"Minha filha: Hoje vou falar-te das Lágrimas de Minha Mãe.

Durante vinte séculos elas ficaram guardadas no Meu Divino Coração para agora as entregar. Com esta entrega, Eu te constituo apóstola de Nossa Senhora das Lágrimas e sei que estás pronta a dar a vida pela difusão de tão santa devoção.

Ser missionário(a) das Lágrimas de Minha Mãe é dar-Me imensas consolações! Dei valor infinito a essas Lágrimas e, com elas, os que se propuserem a propagá-las terão a felicidade de roubar pecadores ao maligno, cujo ódio há-de colocar-lhes muitos obstáculos para que elas não sejam conhecidas."



"O Mundo tem necessidade de Misericórdia e, para recebê-la, não há dádiva mais preciosa do que as Lágrimas de Minha Mãe! Se as lágrimas de uma mãe comovem o coração de um filho rebelde, então como não se há-de comover o Meu Coração que tanto ama esta Mãe? Este tesouro magnífico, guardado vinte séculos, está agora nas mãos de todos para com ele se salvarem muitas almas das garras infernais!... Quando as almas generosas dizem: "Meu Jesus, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima", o Meu Coração abre-se e faz jorrar sobre aquelas almas as torrentes da Minha Misericórdia!"




Promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo aos Missionários e Missionárias de Nossa Senhora das Lágrimas:

"Todos os que se propuserem propagar as Lágrimas de Minha Mãe, no Céu receberão uma alegria toda especial e louvarão todas as horas que passaram a divulgá-las.

Todos os sacerdotes que difundirem o poder das Lágrimas de Maria terão seus trabalhos a produzir frutos de vida eterna e grandes coisas farão por amor a Mim.

A difusão desta riqueza das Lágrimas de Minha Mãe é de muita importância para o Meu Coração porque Me vai dar milhões e milhões de almas!

Teu Jesus Crucificado que em tuas as mãos depositou tão sagrado e poderoso tesouro, do qual deves ser apóstolo(a) incansável e ser capaz de dar a vida por ele.
– Felizes os que difundirem as Lágrimas de Maria!"


* * * * * * * * * * * *



"As Lágrimas de Maria representam uma grande oportunidade para a Humanidade, uma riqueza que só poderá se expandir, se for conhecida e amada. Elas são as luzes que iluminarão o caminho obscuro da conquista das almas e constituem o prenúncio do Meu Reino.

Àqueles que se constituírem apóstolos destas Lágrimas, Eu lhes desvendarei caminhos ocultos. Transformarei essas Lágrimas em luzes que lhes mostrarão as riquezas do Meu Coração, dando-lhes ainda o dom de persuadir os corações!

[...] ‘Salvar Almas’, eis o fim pelo qual desci à terra; eis porque ofereço à humanidade tantos favores, usando para isso de todos os meios. As Lágrimas de Maria são os meios que dou às almas missionárias para que, com elas, possam fazer prodígios."

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"Desejo exaltar as Lágrimas de Minha Mãe! Já exaltei as outras prerrogativas: sua Imaculada Conceição, suas Dores, seus Triunfos; porém, ainda não o tinha feito com as suas Lágrimas. Chegou a hora propicia: então, enviei Minha Mãe com este tesouro, enriquecido pelo Meu poder infinito.

As Lágrimas de Minha Mãe são, portanto, os raios de luz que iluminarão os caminhos desta geração e de todas as almas que a elas se quiserem associar.

O apóstolo das Lágrimas de Maria, e quem delas falar, será incluído no número dos mansos. Felizes aqueles que fazem parte desta geração mansa, pois brilharão como o sol diante de Mim!

[...] Todo o apóstolo de Nossa Senhora das Lágrimas mergulhará nestas revelações e conquistará a Humanidade, uma vez que seu coração, absorvendo estas palavras, fica apto para fazer prodígios!

– Todas estas mensagens brilharão e farão milhares e milhares de apóstolos!"

Fontes bibliográficas consultadas:
• Renato Carrasquinho; Nossa Senhora das Lágrimas: Aparições, Mensagens e Devoção. Edição do Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas (2017).
• Renato Carrasquinho; Devocionário a Nossa Senhora das Lágrimas. Edição especial do Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas (2017).




Oração contra os maus pensamentos



“Deus e Senhor meu, não vos afasteis de mim, vinde em meu socorro” porque se levantaram contra mim pensamentos vários e grandes temores agram minha alma (Sl 70,12).


Como passarei por entre tantos inimigos sem receber ferida? Como poderei vencê-los?

“Eu irei diante de ti, dizeis vós, e humilharei os soberbos da terra”. Abrirei as portas do cárcere e te mostrarei as saídas mais secretas (Is 45,2).

Fazei, Senhor, segundo vossa palavra; e fujam de vossa presença os maus pensamentos que me perturbam.

Toda a minha esperança e a minha única consolação nos males que me oprimem é recorrer a vós, confiar em vós, invocar-vos de todo o meu coração e esperar com paciência o vosso auxílio.

Trecho retirado do livro: Imitação de Cristo

Mensagem do Padre Marcelo Rossi

A VERDADEIRA PRESENÇA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES, RETIRA QUALQUER MAU PENSAMENTO DE NOSSAS VIDAS!

Deus colocou em nós sua força e sua luz, cabe a nós termos a habilidade de deixa-la resplandecer, reafirmando que A VERDADEIRA PRESENÇA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES, RETIRA QUALQUER MAU PENSAMENTO DE NOSSA VIDA!
Amados, a cada instante podemos começar a modificar qualquer situação em nossa vida e esta mudança deve começar em nosso interior, através de nosso coração e de nossa mente. Independente do quadro apresentado diante de nós, o pensamento elevado a Cristo, pode literalmente transformar um “beco sem saída e uma avenida cheia de opções”. Por isso, durante toda esta semana, vamos elevar nossos pensamentos a Deus, pois neste estado de espírito, temos o poder de iluminarmos nossa vida profissional, nossos relacionamentos familiares e fazer com que tudo a nossa volta nos pareça melhor, os obstáculos desaparecem e tudo flua com naturalidade, porque A VERDADEIRA PRESENÇA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES, RETIRA QUALQUER MAU PENSAMENTO DE NOSSA VIDA!
Una-se a Rede Eletro-Cristo com Maria VAMOS ORAR PARA QUE POSSAMOS CONFIRMAR QUE A VERDADEIRA PRESENÇA DE DEUS EM NOSSOS CORAÇÕES, RETIRA QUALQUER MAU PENSAMENTO DE NOSSA VIDA!


 
 Oração pedindo a libertação dos maus
pensamentos que querem nos destruir



Deus eterno e todo-poderoso, que quisestes restaurar todas as coisas no Vosso amado Filho, neste Momento de Fé, no Colo de Jesus, livrai-nos de todo mal; salvai-nos dos maus pensamentos que querem nos destruir, do egoísmo, do desânimo, do orgulho, da presunção e da dureza de coração.


Dai-nos tenacidade no esforço, calma no insucesso e humildade no êxito feliz.


Fazei que todos nós libertos (as) de todos maus pensamentos que querem nos destruir, da escravidão e servindo à Vossa majestade, Vos glorifiquem eternamente.


Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

ORAÇÕES PARA A SEXTA-FEIRA SANTA


Oração para Sexta-Feira Santa:

Ó Cristo Ressuscitado, da morte vencedor, por tua vida e teu amor, revelaste a nós a face do Senhor. Por tua Páscoa o Céu à Terra uniste, e o encontro com o amor de Deus a todos nós permitiste. Por ti, Ressuscitado, os filhos da luz renascem para a vida eterna, e abrem-se, para os crentes em Tua palavra, as portas do reino dos céus. De Ti recebemos a vida que possuis em plenitude, pois nossa morte foi redimida pela Tua ressurreição, nossa vida ressurge e se ilumina agora, hoje e sempre. Volta a nós, ó nossa Páscoa, Teu semblante redivivo e permita que, através de escutarmos a Tua Boa Nova, sejamos renovados, em alegria e amor, por atitudes de ressurreição e alcancemos graça, paz, saúde e felicidade para Contigo nos revestir de amor e imortalidade. Com Deus e Jesus agora a vida é eterna, aproveitamos este momento para celebrar a Tua Glória, a Tua Paixão e a abertura do Céu a todos nós crentes em Tua palavra de esperança e amor. A Ti, inefável doçura e nossa vida eterna, o Teu poder e o Teu amor reine entre nós agora e para todo o sempre. Que a Tua palavra seja a alegria de todos que em reunião com fé renovada celebram Jesus ressuscitado em glória a Teu nome. Amém!


Oração ao Jesus Crucificado:


Ó Jesus Crucificado que, com infinito amor, quisestes sacrificar a vida pela nossa salvação; aqui viemos para agradecer-Vos tão grande bondade, mediante nossa entrega, arrependimento e conversão. Pedimos perdão pelas culpas que cometemos contra a justiça e a caridade fraterna. Queremos, como Vós, perdoar, amar e acudir às necessidades de nossos irmãos. Dai-nos força para carregar a cruz de cada dia, suportando com paciência os trabalhos e enfermidades. Amigo dos pobres, dos enfermos e dos pecadores, vinde em nosso socorro! E, se for para nosso bem, concedei-nos a graça que instantemente Vos pedimos. Ó Jesus Crucificado, Caminho, Verdade e Vida, prometemos fiéis ao Vosso amor, seguir-Vos hoje e sempre, a fim de que, purificados pelo Vosso preciosos Sangue, possamos partilhar convosco das eternas alegrias da Ressurreição! Assim seja.


Oração pela conversão dos Judeus indulgenciada

Deus de bondade, Pai de misericórdia, nós Vos suplicamos pelo Coração Imaculado de Maria e pela intercessão dos Patriarcas e dos Santos Apóstolos, que lanceis um olhar de compaixão sobre os restos de Israel, a fim de que eles reconheçam nosso único Salvador, Jesus Cristo, e que participem das graças preciosas da Redenção. Pai, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem. Amém. (100 dias de indulgência)


Oração em latim


Oremus et pro perfidis Judæis: ut Deus et Dominus noster auferat velamen de cordibus eorum; ut et ipsi agnoscant Jesum Christum, Dominum nostrum. (Non respondetur 'Amen', nec dicitur 'Oremus', aut 'Flectamus genua', aut 'Levate', sed statim dicitur:) Omnipotens sempiterne Deus, qui etiam judaicam perfidiam a tua misericordia non repellis: exaudi preces nostras, quas pro illius populi obcæcatione deferimus; ut, agnita veritatis tuæ luce, quæ Christus est, a suis tenebris eruantur. Per eundem Dominum nostrum Jesum Christum Filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus: per omnia sæcula sæculorum. Amen. (Roman Missal, 1920

Oração de Santa Catarina para afastar inimigos



Oração de Santa Catarina

“Santa Catarina, digna esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo, vós fostes aquela Senhora que entrastes na cidade, achastes 50 mil homens todos bravos como os leões, abrandáveis os corações com a palavra da razão.


Assim rogo que abrandeis os corações dos nossos inimigos. Olhos tenham e não me enxerguem, boca tenham e não me falem, braços tenham e não me atem, pernas tenham e não me alcancem, fiquem imóveis como pedra em seu lugar, ouvi minha prece, virgem mártir, para que eu alcance tudo o que vos rogo.

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Santa Catarina, rogai por nós. Amém.”

Rezar um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai
Oração de proteção

Espírito Santo, entre em meu coração;
atrai-o a Ti por Teu poder, ó meu Deus,
e concede-me caridade com temor filial.
Preserva-me, ó lindo Amor, de todo pensamento mau;
aquece-me, inflama-me com o Teu querido amor,
e toda dor me parecerá leve.
Meu Pai, meu doce Senhor, ajuda-me em todas as minhas ações.
Jesus, amor, Jesus, amor. Amém.


Deus eterno, Trindade eterna,
Você fez o Sangue de Cristo tão precioso
por meio de Sua participação em Sua natureza divina.
Você é um mistério tão profundo quanto o mar;
quanto mais procuro, mais encontro,
e quanto mais encontro, mais procuro por ti.
Mas nunca posso ficar satisfeito;
o que eu recebo sempre me deixará desejando mais.
Quando Você enche minha alma, eu tenho uma fome cada vez maior
e fico mais faminto por Sua luz.
Desejo acima de tudo ver Você,
a verdadeira Luz, como você realmente é. Amém.

A fabulosa história de D. Gabriel Garcia Moreno

 

Gabriel García Moreno (1821-1875)

[Nota Permanência] Como soará a divisa de S. Pio X, “Instaurare omnia in Christo” aos leitores modernos, tão acostumados ao liberalismo que hoje triunfa nas nações? Utopia? Arcaísmo? O exemplo de D. Gabriel García Moreno, ex-presidente do Equador e mártir da Fé, contudo, é resposta contundente, tanto pelo sucesso de seu governo como pela aclamação de seu povo. É a resposta que um católico deve dar, é o modelo daquilo que devemos buscar, mormente nestes tempos de eleição, para o governo de nossa pátria, cevada, também ela, com o sangue de mártires (v. neste site o artigo “Os Protomártires do Brasil).

 
Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja a todos os brasileiros, e com estes augustos exemplos nos ajude a tornar esta terra digna de sua padroeira!

 

A FABULOSA HISTÓRIA DE D. GABRIEL GARCÍA MORENO

 
O valor do ex-presidente do Equador D. Gabriel García Moreno se descobre pelo que nos narra J. M. VilleFranche, “Pio IX chorou D. García Moreno como vinte e sete anos antes tinha chorado o conde Rossi. Em muitas das suas alocuções elogiou o presidente do Equador, como o campeão da verdadeira civilização, e seu mártir. Mandou-lhe fazer exéquias solenes numa das basílicas de Roma, dispondo e ordenando que seu busto fosse colocado em uma das galerias do Vaticano. Moreno não pertencia à sua época; estava atrasado dois séculos na política, e deveria ter nascido na época de S. Luís...” Com estas palavras fica feito seu maior elogio.
 
Mas tão altas homenagens D. Gabriel Garcia Moreno não as recebeu apenas do Clero. Com efeito, qual outro presidente de nossos dias poderá gloriar-se de honras como as que abaixo reproduzimos, prestadas a ele pelo Senado e pela Câmara da República do Equador, reunidos em Congresso?
 
“Considerando que Sua Excelência o doutor García Moreno, por sua distinta inteligência, vastíssima ciência e nobres virtudes, está acima entre os mais ilustres filhos do Equador; que consagrou sua vida e as raras e elevadíssimas faculdades de seu espírito e de seu coração à regeneração e grandeza da República, estabelecendo instituições sociais sobre a sólida base dos princípios católicos; que amou a religião e a pátria a ponto de padecer por elas o martírio; que dotou a nação de imensos e inegáveis benefícios materiais e religiosos:
 
“Decretamos: Artigo I — O Equador, por intermédio de seus legisladores, glorifica a memória de D. Gabriel García Moreno, com denominação de ilustre regenerador da pátria, e mártir da civilização católica [destaque nosso]; — Artigo II . Para a conservação de seus restos mortais será construído um mausoléu digno dele — Artigo III. Mandar-se-á erigir-lhe uma estátua em mármore ou em bronze com esta inscrição: Ao excelentíssimo D. Gabriel García Moreno, presidente da República do Equador, morto pela pátria e pela religião a 6 de agosto de 1875.
 
“Quito, capital do Equador, 30 de agosto de 1875.”
 
O leitor, habituado ao liberalismo que pensa triunfar, espantar-se-á com os largos elogios à piedade do presidente. Mas, em verdade, o ex-presidente do Equador foi, antes de tudo, um herói da Fé e um campeão da moral católica:
 
“Na abertura das câmaras legislativas de 1873, o presidente desta República, D. Gabriel García Moreno, terminou sua mensagem por estes termos:
 
‘Mas nossos rápidos progressos não nos serviriam de coisa alguma se a República não progredisse em moralidade à medida que aumentava em opulência, se os costumes se não reformassem pela ação livre e poderosíssima da Igreja Católica.
 
‘Nós ainda havemos de colher frutos mais abundantes, quando os obreiros apostólicos forem mais numerosos, e quando não faltarem em paróquias populosas sacerdotes para as administrar. Devemos portanto coadjuvar, quanto nos seja possível, nossos veneráveis bispos.
 
‘As missões orientais reclamam também vossa generosa proteção. A verdadeira civilização, a civilização da Cruz, tem penetrado admiravelmente as margens do Napo, graças aos missionários que para aqui se têm transportado com a aprovação do governo; e as escolas, devidas ao zelo dos infatigáveis filhos da Companhia de Jesus, preparam para territórios riquíssimos, mas incultos, dias esplêndidos de opulência e prosperidade. Tenho a firme convicção de que em breve há de aumentar muito o número de missionários.
 
‘O estado de nossas finanças permite-nos que satisfaçamos liberalmente o dever que nos impõe a concordata, de animar e facilitar as missÕes, assim como a obrigação de contribuir para as reparações e restaurações dos templos arruinados pelos tremores de terra.
 
‘Não é menos imperioso o dever que incumbe de socorrer Nosso Santo Padre, o Papa, agora que ele se acha despojado de seus domínios e rendimentos. Podeis destinar-lhe dez por cento sobre a décima parte concedida ao Estado. A oferta será modesta, mas provará pelo menos que somos filhos leais e afeiçoados ao Pai comum dos fiéis, e assim o continuaremos enquanto continuar o triunfo efêmero da usurpação italiana.
 
‘Pois, já que temos a felicidade de ser católicos, sejamo-lo em nossa vida privada, em nossa existência política, e confirmemos a sinceridade de nossos sentimentos e palavras pelo público testemunho de nossas obras.
 
‘E, não contente ainda em realizar tudo quanto acabo de indicar, devemos riscar também dos nossos Códigos até aos últimos vestígios de hostilidade contra a Igreja, porque aí se exibem certas disposições das antigas e opressoras regalias espanholas. Tolerá-los seria de hoje em diante uma vergonhosa contradição e uma miserável falsidade.
 
‘Igual procedimento deveria ser em todo o tempo o de um povo católico; mas hoje, nesta época da implacável e universal guerra contra nossa santa religião, hoje os apóstatas chegam até a renegar em suas blasfêmias a divindade de Jesus, nosso Deus e nosso Salvador; hoje, quando tudo se reúne, tudo se revolta contra Deus e seu Ungido, quando uma torrente de malvadez e de ódio rebenta das profundezas da sociedade abalada, contra a Igreja e contra a própria sociedade, como nas terríveis comoções do globo terrestre surgem dos abismos desconhecidos rios caudalosos de um lodo corrupto, hoje, repito, este procedimento coerente, resoluto e corajoso é para nós obrigatório, porque a inação durante o combate seria o mesmo que uma traição e uma covardia.
 
‘Continuemos portanto nossa obra com invencível fidelidade, como convém a verdadeiros católicos, sem ater nossa esperança a nossas débeis forças, mas sim na poderosíssima proteção do Altíssimo. Felizes, mil vezes felizes, se o Céu nos conceder a recompensa de continuar a cumular a nossa querida pátria de suas bênçãos, e feliz também de mim, se chego a merecer o ódio, as calúnias, e os insultos dos inimigos de nosso Deus e de nossa religião!’”
 
Selando esta magnífica mensagem, D. García Moreno mandou seguir a primeira remessa de 10.000 pesos, dirigidos em nome do Equador, ao Santo Papa. Logo após, consagrou sua República ao Sagrado Coração de Jesus, e ofereceu auxílio aos vinte e dois religiosos da abadia de Mariastém, expulsos da Suíça.
 
Como que pela lente de um fantástico túnel do tempo, todos as nações puderam sentir, em pleno século XIX, um novo sopro da cristandade medieval sob o governo de um presidente sinceramente católico. Sua obra, lastimavelmente, não serviu ao escarmento dos grandes, que, ao contrário, zombavam dele ou simplesmente o ignoravam. 
 
A estes respondeu D. García Moreno com o êxito de seu governo e com a retidão de sua vida.
 
VilleFranche descreve o período em que governou D. García Moreno como “uma época gloriosa de paz, de progresso, tanto na ordem material como no sentido religioso, intelectual e moral”. Em seu governo saldou a dívida pública do Equador, e isto apesar da supressão de determinados impostos e do aumento geral dos ordenados. “Deus”, diz VilleFranche, “abençoou tão visivelmente a política de García Moreno, que dentro de doze anos o Equador, admiravelmente administrado por esse grande cidadão, viu duplicar seu comércio, suas escolas e a cifra dos orçamentos públicos.”
 
Ademais, construiu 44 km de estradas de ferro, 300 km de rodovias e 400 km de estrada muito sofrível para cavaleiros e caminhantes: foi uma obra gigantesca, a que se acrescentam as dificuldades devidas à distância dos centros populacionais e à natureza montanhosa do terreno.
 
Escutemos VilleFranche: “De 1861 a 1875, abriu no território de seu pequeno Estado 93 escolas para os filhos do povo, as quais foram freqüentadas por 32.000 crianças. Até esta reorganização da instrução pública as poucas escolas do Equador eram seculares e universitárias.
 
“Mas cheio de admiração pelos irmãos da doutrina cristã que ele conhecera em Paris, os quais reuniam tão excelentemente as qualidades de mestre, não hesitou em confiar-lhes todas as escolas. E apesar de numerosos obstáculos, tais como o descuido dos pais, a indolência das crianças, a dispersão das populações rurais, dentro em quatro anos a instrução primária se achava num estado que nada tinha para invejar às nações européias.
 
“A instrução secundária e superior mereceu igualmente toda a sua solicitude. A fundação do colégio de S. Gabriel, ao qual a nação deu por gratidão o nome do ilustre presidente, a instituição da Escola politécnica, da Universidade e de um observatório astronômico, um dos mais importantes do universo, a criação dum Conservatório de música e de diferentes museus foram o donativo que ele fez à ciência e às belas-artes. Todavia, a caridade achou-o talvez ainda mais generoso. Hospitais, cadeias, asilos, recolhimentos para órfãos, oficinas dirigidas pelas Filhas da caridade, tais são os títulos que ele tem à gratidão dos membros do cristianismo.”
 
Vejamos agora como ele mesmo descreveu seu governo, numa mensagem datada de 6 de agosto de 1875, a mesma data em que foi assassinado:
 
“Senhores deputados [...], ainda há poucos anos, o Equador repetia todos os dias as mesmas lástimas que o libertador Bolívar dirigia em sua derradeira mensagem ao congresso de 1830: ‘Envergonho-me de o confessar: a independência é o único bem que adquirimos, ao preço de todos os outros’.
 
“Mas, depois que, depositando em Deus toda a nossa esperança, nos afastamos da torrente da impiedade e da apostasia que arrasta o mundo nesta época de cegueira, e nos reorganizamos em 1869 como nação verdadeiramente católica, tudo vai mudando proporcionalmente, a favor da prosperidade de nossa querida pátria.
 
“Antigamente, o Equador achava-se como um corpo ao qual vai faltando a vida, vendo-se já devorado como os cadáveres por essa multidão de vermes esquálidos que a putrefação faz rebentar na escuridão do sepulcro; mas hoje, à soberana voz que ordenou a Lázaro se levantasse de seu túmulo, voltou de novo à vida, posto que conserve ainda os laços e a mortalha, isto é, os restos da miséria e da corrupção em que estivemos envolvidos.
 
“Para justificar o que acabo de dizer, bastará que vos dê uma conta sumária de nossos progressos durante estes últimos anos, referindo-me às informações especiais de cada Ministério para tudo o que diz respeito aos documentos e minudências; e finalmente, para que exatamente se saiba quanto temos progredido neste período de regeneração, compararei o estado atual com o antecedente, não para nos gloriarmos, mas para glorificar aquele a quem devemos tudo, e que adoramos como nosso redentor e nosso pai, como nosso protetor e nosso Deus.
 
“[...]
 
 “À completa liberdade que goza a Igreja entre nós e ao zelo apostólico de nossos virtuosos pastores devemos a reforma do clero, o melhoramento dos costumes e a diminuição dos crimes, a ponto que, numa população de mais de mil habitantes, não se acha número suficiente de criminosos para habitar a ‘penitenciária’.
 
“À Igreja devemos ainda essas corporação religiosas que tão magníficos frutos têm produzido para o ensino da infância e da mocidade, e pelos socorros que prodigaliza aos enfermos e necessitados. Afora isto, também lhe somos devedores do restabelecimento do espírito religioso neste ano de Jubileu e de santificação, assim como da conversão à vida cristã e civilizada de 9.000 selvagens da província do Oriente, onde é necessário, em razão de sua grande extensão, estabelecer um segundo vicariato. Se me autorizais a solicitar esta fundação da Santa Sé, nós cuidaremos em seguida do que é necessário para promover o comércio nesta província, destruindo assim, como já se tem feito, as especulações e as violentas exigências a que esses pobres habitantes estão expostos por cruéis e desumanos traficantes.
 
“[...]
 
“Dentro de alguns dias finda o período do mandato pelo qual fui eleito em 1869. A República tem gozado seis anos de paz, apenas interrompidos durante alguns dias em Riobamba, pela revolta parcial da raça indígena contra a raça branca em 1872, e neste seis anos tem marchado resolutamente na vereda do verdadeiro progresso, sob a proteção visível da Providência. Os resultados obtidos teriam na verdade sido maiores, se eu possuísse para governar as qualidades que, infelizmente, me faltam, ou se, para fazer o bem, fosse bastante desejá-lo ardentemente.
 
“Se tenho cometido faltas, peço-vos mil e mil vezes perdão; peço-o com lágrimas muito sinceras a todos os meus compatriotas, e persuadi-vos de que não foi por minha vontade. E, se, pelo contrário, pensais que fui feliz em qualquer assunto, atribuí-o primeiro ao merecimento de Deus e à imaculada Dispensadora dos inesgotáveis tesouros de sua misericórdia, e em seguida a vós mesmos, ao povo, ao exército, a todos aqueles que, nos diferentes ramos da administração, me têm ajudado com inteligência e fidelidade no cumprimento de meus dificultosíssimos deveres.”
 
“Pero Dios no se muere!”
 
D. Gabriel García Moreno era muito querido por seu povo, que lhe admirava as altas virtudes de sábio e a retidão de sua vida. Com efeito, nutria um ardente amor pelas ciências, o que o levou a assumir, antes do mandato presidencial, a reitoria da Universidade de Quito, onde lecionara Química e Física. Cultíssimo — era versado também em Medicina, Literatura e Teologia — tomou a direção da imprensa, e, hábil polemista, terminou por incomodar o então presidente general Urbino, que o desterrou.
 
D. García Moreno retornou à pátria em 1861, quando, por aclamação, assumiu pela primeira vez o governo do país. VilleFranche nos relata um governo impressionante:
 
“Em 1861, seus concidadãos, admiradores de suas virtudes e de seus serviços, deram prova de grande eqüidade chamando-o para os governar por um período de quatro anos.
 
“Foi então que o Peru e a Nova Granada declararam guerra ao Equador, dando ocasião a D. García Moreno de se mostrar hábil general sobre terra, e verdadeiro João Bart sobre o mar. A esquadra inimiga, composta de cinco navios, bloqueou Guayaquil. Enganando a vigilância dos assaltantes, o jovem presidente saiu de noite com 300 homens e três peças de artilharia para um paquete inglês que acabava de entrar a barra, e na manhã seguinte, ao romper do dia, precipitava-se a toda a força sobre os navios estrangeiros, os quais nem mesmo tiveram tempo de levantar âncora. Dois destes navios foram a pique, e os outros, arriando bandeira, se entregaram à discrição do vencedor.”
 
D. García Moreno foi reeleito presidente em 1869 por seis anos, período em que a força de seu caráter, aliada a uma inabalável retidão moral, produziram atos verdadeiramente heróicos. Cito um apenas:
 
“Num estabelecimento de correção que ele tinha fundado no interior da República, a 150 léguas da capital, estavam reunidos alguns condenados e algumas desgraçadas de vida pouco edificante. Apesar da prosperidade que em pouco tempo adquiriu esta verdadeira colônia, em conseqüência da boa administração que lhe deram, rebentou ali subitamente uma revolução. Em lugar de mandar soldados para submeter os revoltosos à obediência, dirigiu-se ele para lá só com seu ajudante. Logo que os amotinados souberam da chegada do presidente, dirigiram-se para a casa em que se hospedava, na intenção de o matar. Logo que seus brados anunciaram a presença dos facínoras, Moreno apareceu à janela e disse-lhes: ‘Se quereis assassinar-me por que vos salvei da corrupção e da miséria, entrai e feri.’ Esta multidão furiosa, ouvindo estas palavras, ficou suspensa e penetrada por este rasgo de heroísmo, e rompeu em aclamações e vivas entusiastas ao presidente.”
 
Tudo seguia bem até aquela data de 6 de agosto de 1875. Dado que esperava sofrer alguma agressão, mantinha-se sempre preparado: e nessa mesma manhã em que havia de ser assassinado, comungara. Dirigia-se ao Congresso, onde leria a mensagem já reproduzida. No caminho passou por uma catedral aberta para um enterro, e não resistiu: entrou e ajoelhou-se entre a multidão.
 
Tão logo saiu da catedral, recebeu seis tiros disparados por sicários estrangeiros, a soldo de organizações secretas, e tombou. Já no chão, fitou seus algozes e bradou: “Eu morro, mas Deus não morre. ¡Dios no se muere!” Quando os padres da catedral chegaram, ainda respirava. Transportaram-no para o interior da catedral, e o depositaram aos pés da estátua de Nossa Senhora das Sete Dores. Um dos padres suplicou que perdoasse aos assassinos. Sem poder falar, respondeu com os olhos que já o fizera. Recebeu a extrema-unção e ali mesmo expirou. Morreu santo o pai do Equador.  
 
*
 
No bolso de seu paletó encontrava-se uma cópia da Imitação de Cristo, e uma regra que García Moreno escrevera para seu próprio uso. Reproduzimo-la parcialmente:
 
“Toda manhã, ao fazer minhas orações, pedirei especialmente pela virtude da humildade.
 
“Todo dia assistirei à Missa, direi o Rosário e lerei, além de um capítulo da Imitação, esta regra e as instruções anexas.
 
“Tomarei o cuidado de manter-me tanto quanto possível na presença de Deus, especialmente na conversação, para que não diga palavras inúteis. Oferecerei constantemente meu coração a Deus, principalmente antes de iniciar qualquer ação” [...].
 
“Em meus aposentos, nunca rezar sentado quando puder fazê-lo ajoelhado ou de pé. Praticar pequenos atos diários de humildade, como beijar o chão, por exemplo. Desejar todos os tipos de humilhação, e, ao mesmo tempo, fazer para que não os mereça. Regozijar quando minhas ações ou minha pessoa são abusadas e censuradas.
 
“Farei um exame particular duas vezes por dia em meu exercício de diferentes virtudes, e um exame geral toda noite. Confessar-me-ei semanalmente.”(*)
 
Tortuosa como a história dos homens neste vale de lágrimas desde o pecado original, assim seguiu a história do Equador: após 20 anos um liberal, Eloy Alfaro, assumiu a presidência do País. E, antípoda de D. García Moreno, decidiu-se a levar o Equador rumo à “era moderna” e reduzir o poder eclesiástico. Com efeito, proclamou a liberdade religiosa, estabeleceu o casamento civil, confiscou as terras da Igreja, permitiu divórcios e incentivou a educação não-religiosa. Seus correligionários chegaram ao ponto de revogar a dedicação do Equador ao Sagrado Coração de Jesus.
 
Eloy perdeu a popularidade e a presidência em seu segundo mandato. Recusando-se a deixar o cargo, terminou deportado para o Panamá. Ao tentar retornar, quatro meses depois, terminou enforcado.
 
Sôbolos rios que vão
Por Babilônia, me achei,
Onde sentado chorei
As lembranças de Sião
E quanto nela passei.
 
Que o exemplo de D. García Moreno nos sirva a todos como as lembranças do poeta. Para que, se não pelas lágrimas, ao menos pela admiração apreendamos a não mais trocar Sião por Babilônia.
 

Nota: Todos as citações são do livro Pio IX, de J. M. VilleFranche. exceto (*) Gary Potter, Gabriel García Moreno, Statesman and Martyr. O poema acima, Babel e Sião, é de Luís de Camões.

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