Oração a Nossa Senhora da Defesa 

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– todos os dias

Nossa Senhora da Defesa, virgem poderosa, recorro a Vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo, pois Vós sois o terror das forças malignas. Eu seguro no Vosso manto santo e me refugio debaixo dele para estar guardado, seguro e protegido de todo mal. Mãe Santíssima, Refúgio dos pecadores, Vós recebestes de Deus o poder para esmagar a cabeça da serpente infernal e com a espada levantada afugentar os demônios que querem acorrentar os filhos de Deus.
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Curvado sobre o peso dos meus pecados venho pedir a Vossa proteção hoje e em cada dia da minha vida, para que vivendo na luz do vosso filho, Nosso Senhor Jesus Cristo eu possa depois desta caminhada terrena, entrar na pátria celeste. Amém!

Ladainha a Nossa Senhora da Defesa

Nossa Senhora da Defesa,
Vós que sois o terror das forças malignas defendei-nos:
da inveja, vaidade e ódio
do orgulho, da soberba e atrevimento
da arrogância, presunção e cinismo
da hipocrisia, fingimento e deboche
do egoísmo e ganância
da preguiça e má vontade
da derrota, fracasso e desânimo
da depressão. aflição e desespero
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da prostação, alienação e indilência
da auto-piedade, auto-rejeição e auto-condenação
dos complexos, carência afetiva e emocional
dos problemas de ordem sexual
da superproteção e dependência emocional
da adulação e idolatria das coisas e pessoas
da dominação, ciúmes, posse e perseguição
da murmuração, impaciência e omissão
da rejeição e desprezo
do isolamento e timidez
da solidão, melancolia e angústia
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do suicídio, desejo de morrer e confusão mental
da culpa, aborto e falta de perdão
da acusação, quebra de segredo e avareza
da mentira, calúnia e falso testemunho
da condenação, crueldade e fofoca
da ingratidão, falsidade e trapaças
da mágoa, ressentimentos e brigas
da ira, raiva e agressividade
do desamor, desarmonia e separação
da violência e indignidade
dos assaltos, sequestros e vandalismo
das catástrofes, calamidades e pestes
da miséria, dívidas e desemprego
do medo, insegurança e maus pensamentos
da preocupação exagerada, insônia e tensão nervosa
do pânico, pavor e susto
dos males físicos, psíquicos e espirituais
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das heranças negativas de antepassados e malefícios
das manias, taras e vicios
da sedução, orgia e fornicação
do adultério, prostituição e promiscuidade
da compulsividade para ter, ser e poder
da compulsividade no jogo e dependência química
da falsa oração, dos objetos contaminados e superstição
da injustiça, revolta e frustação
da destrição e desejo de vingança
do assassinato e desejo de morte de alguém
da revolta contra Deus
da descrença, dúvida e falta de fé
da incredulidade, infidelidade e indiferença
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da desobediência, zombaria e gozação
dos sacrilégios e blasfêmias

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos

Concedei a Vossos servos, nós Vo-lo pedimos, Senhor Deus, que possamos sempre gozar da saúde da alma e do corpo e, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, sejamos livres da tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

MARIA VOLTORTA - SOBRENATURALIDADE E ORIGEM DOS DOGMAS, DA IGREJA E DO EVANGELHO ANUNCIADO POR ESTA


NÃO SELEIS AS MINHAS PALAVRAS DADAS Á 


MARIA VALTORTA 


AS RAZÕES DAS REVELAÇÕES DADAS À MARIA VALTORTA 

Diz Jesus: 

I – Por que é que vós estais perecendo? 

“As razões que me moveram a iluminar e a ditar episódios e palavras minhas ao pequeno João(Jesus chama Valtorta de pequeno João), além da alegria de comunicar um exato conhecimento de Mim a esta alma-vítima e amorosa são multíplices. Mas, entre todas, a alma delas é o meu amor para com a Igreja, tanto a docente, como a militante, e o desejo de ajudar as almas em sua subida para a perfeição. O conhecimento de Mim é uma ajuda para a subida. A minha palavra é Vida. 

E Eu nomeio as principais: 

A razão mais profunda do presente que Eu faço com esta obra é porque nestes tempos, nos quais o modernismo condenado pelo meu Santo Vigário Pio X, se deteriora cada vez mais, apresentando doutrinas sempre mais perniciosas, a Santa Igreja, representada pelo meu Vigário, tenha matéria para mais combater contra aqueles que negam: 

- A sobrenaturalidade dos dogmas, 

- A Divindade de Jesus Cristo, 

- A verdade de Cristo ser Deus e Homem, real e perfeito, tanto na fé como na história que sobre Ele nos foi transmitida(pelo Evangelho, pelo livro Atos dos Apóstolos, pelas Epístolas Apostólicas e pela Tradição), a doutrina de Paulo e de João e a dos Concílios de Niceia, Éfeso, Calcedônia, como minha verdadeira doutrina, por Mim verbalmente ensinada; minha ciência ilimitada, por ser divina e perfeita. 

- A origem divina dos dogmas, dos Sacramentos, da Igreja UNA, Santa, Católica e Apostólica. 

- A universalidade e continuidade do Evangelho por Mim ensinado, e para todos os homens. 




São Padre Pio também era um apaixonado pelos escritos de Maria Valtorta. Viveu na mesma época. Há relatos que uma de suas bilocações foi para estar em seu leito de morte. A senhora Elisa Lucchi perguntou ao Padre Pio um ano antes de morrer se recomendava a leitura de MARIA VALTORTA. - "Eu não só recomendo, como insisto que você leia!!!..." 


- A natureza perfeita, desde o começo da minha doutrina e que não se formou até ser o que é, através de sucessivas transformações, mas nos foi dada assim: Doutrina de Cristo, do tempo de Graça, do Reino dos Céus e do Reino de Deus em vós. Divina, perfeita, imutável, uma boa nova para todos os que tem sede de Deus. 

Ao Dragão vermelho com sete cabeças, dez chifres e sete diademas na cabeça, que com a cauda arrasta atrás de si a terça parte das estrelas do Céu, e as faz precipitar, e em verdade Eu vos digo que elas se precipitaram ainda mais baixo, do que sobre a terra e que ele persegue a Mulher. As Feras do Mar e da Terra, que muitos, demais adoram, seduzidos como estão pelos seus aspectos e prodígios, aponde o meu Anjo que voa pelo meio do Céu, segurando o Evangelho Eterno, bem aberto, até nas páginas até agora fechadas. Para que os homens possam salvar-se por sua luz das espiras da grande Serpente das sete fauces, que os quer sufocar em suas trevas. E na minha volta, que eu reencontre ainda a fé e a caridade no coração dos que perseverarem, e sejam eles mais numerosos do que a obra de Satanás. 

II - Despertar dos Sacerdotes e nos leigos um vivo amor ao Evangelho e a tudo o que se refere ao Cristo. A primeira entre todas as coisas, há se ser uma renovada para com minha Mãe, nas orações, nas quais está o segredo da salvação do mundo. Ela, a minha Mãe, é a vencedora do Dragão maldito. Ajudai ao poder dela, dedicando-lhe um renovado amor, e, com uma fé também renovada, e procurando conhecer tudo o que a Ela se refere, Foi Maria que deu ao mundo o Salvador. E o mundo ainda terá por meio dela a Salvação. 


III - Dar aos mestres do espírito e diretores de almas uma ajuda ao seu ministério, estudando o mundo dos diversos espíritos, que se agitam ao redor de Mim, e dos diversos modos por Mim usados para salvá-los. Porque seria tolice querer-se ter um método único para todas as almas. Diferente é o modo de atrair à Perfeição um justo, que espontaneamente já se inclina para ela, do modo que se haverá de usar com um que tem fé, daquele que é pecador, e o que se haverá de usar com um pagão. Vãs tendes muitos, até entre vós, se chegardes a julgar, como o vosso Mestre, serem gentios aqueles que apenas são uns pobres seres que substituíram pelo poder e a prepotência, uns o ouro, outros a luxúria, ou a soberba ou o seu saber, o verdadeiro Deus. E diferente é o método que se haverá de usar para salvar os modernos prosélitos, isto é, aqueles que aceitarão a ideia cristã, mas não junto com uma cidadania cristã, pertencendo eles a Igrejas separadas. Ninguém seja desprezado, e essas ovelhas dispersas, menos ainda. Amai-as, e procurai reconduzi-las ao Ovil Único, para que o desejo do Pastor Jesus se cumpra. 

Alguns objetarão, ao lerem esta Obra dizendo: “Não se lê no Evangelho que Jesus tenha tido contatos com os romanos ou gregos, e por isso rejeitamos aquelas páginas.” Quantas coisas não constam no Evangelho, ou transparecem apenas por detrás de espessas cortinas de silêncio, deixadas cair pelos evangelistas, sobre episódios que, pela inquebrantável mentalidade dos hebreus, eles não aprovavam! Credes vós que conheceis tudo o que Eu fiz? 

Em verdade, Eu vos digo que nem mesmo depois de terdes lido e aceitado esta ilustração sobre minha vida pública, ficais conhecendo tudo a respeito de Mim. Teria Eu apressado a morte, por causa do cansaço, do cronista de todos os dias do meu ministério, e de todas as ações realizadas em cada um daqueles dias, o meu pequeno João, se Eu o tivesse feito conhecer tudo, a fim de vos transmitir tudo! Pois bem. Há outras coisa feitas por Jesus, que se tivessem que ser escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se haveria de escrever, diz o João. Deixando de lado a hipérbole, na verdade Eu vos digo que se devessem ser escritas, uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se haveriam de escrever. Deixando de lado a hipérbole, na verdade Eu vos digo que, se devessem ser escritas todas as minhas ações, todas as minhas lições particulares, as minhas penitências e orações para salvar uma alma, seriam necessárias as salas de uma de vossas bibliotecas, e uma das maiores, para conterem os livros que falam de Mim. E, também em verdade Eu vos digo que seria muito mais fácil para vós jogar no fogo tanta ciência inútil, poeirenta e venenosa, a fim de dar lugar aos meus livros, do que ficar sabendo tão pouco sobre Mim e ficar adorando tanto aquela imprensa, quase sempre suja de sensualidade ou de heresia. 



IV - Restituir à sua verdade as figuras do Filho do Homem e de Maria, verdadeiros filhos de Adão, pela carne e pelo sangue, mesmo ainda de um Adão inocente. Como nós devíamos ser os filhos do Homem, se o Progenitor e a Progenitora não se tivessem rebaixado de sua perfeita humanidade, isto é, de ser homem, ou seja, de ser uma criatura, na qual está a dupla natureza: a espiritual, feita à imagem e semelhança de Deus, e a material, como vós sabeis que eles procederam. Eles tinham sentidos perfeitos, isto é, submissos à razão, pois por ela se revelava neles uma grande acuidade. Quanto aos sentidos, Eu incluo também os morais, junto com os corporais. Portanto um amor completo e perfeito, amor ao esposo, ao qual não era a sensualidade que a unia, mas somente o vínculo de um amor espiritual, e para com o Filho muito amado. Amado com toda a perfeição de uma mulher perfeita para com a criatura nascida dela. Do mesmo modo como Eva devia ter amado a criatura dela nascida. Foi assim que Eva deveria ter amado: como Maria, isto é, não por aquele gozo carnal e que ele era filho, mas porque aquele filho era filho do Criador e da obediência cumprida à sua ordem de multiplicar a espécie humana. E amado com todo o ardor de uma perfeita fiel, sabendo que ele é seu filho, não de um modo figurado, mas realmente Filho de Deus. 

Aqueles que julgam amoroso demais o amor de Maria a Jesus, Eu digo que considerem bem quem era Maria, a Mulher sem pecado e, por isso, sem defeitos em sua caridade para com Deus, para com seus pais, para com o esposo, para com o Filho, para com o próximo, ao considerar que é que a Mãe via em Mim, além de ver o Filho de seu seio e, finalmente considerar qual a nacionalidade de Maria. Ela era de raça hebreia, uma raça oriental e de tempos muito anteriores aos atuais. Por isso, desses elementos é que brota a explicação de certas amplificações verbais de amor, que a vós podem parecer exageradas. Um estilo florido e pomposo, até conversações comuns, e o estilo oriental e hebraico. Todos os escritos daquele tempo e daquela raça disso são uma prova, e nem o correr dos séculos conseguiu mudar muito o estilo do oriente. 

Pretenderíeis que, porque vós, vinte séculos depois, e quando a perversidade da vida matou o grande amor, deveis, ao examinar estas páginas, que Eu vos desse uma Maria de Nazaré igual á árida e superficial como é a do vosso tempo? Maria é o que é, e não se troca a doce, pura, amorosa menina de Israel, Esposa de Deus, Mãe virginal de Deus, por outra excessivamente, doentiamente exaltada, ou por uma glacialmente egoísta mulher do vosso século. 

Aqueles que julgam amoroso demais o amor de Jesus por Maria, Eu digo que Eu, era Deus, e que Deus Uno e Trino, gozava de todo o conforto, ao amar Maria, Aquela que lhe dava uma reparação pela dor de toda a raça humana, o meio pelo qual Deus pudesse tornar a gloriar-se de sua Criação, que forma os cidadãos para os seus Céus. E finalmente considerem que todo amor se torna culpável quando, e somente quando cria uma desordem, isto é, quando vai contra a vontade de Deus e deixa de cumprir o seu dever. 

Agora considerai bem: o amor de Maria fez isso? O meu amor fez isso? Será que Ela me entreteve com um amor egoísta, para Eu não cumprir toda a vontade de Deus? Terei Eu, por um amor desordenado, renegado talvez a minha missão? Não. Um e outro amor tiveram o mesmo desejo: que se cumprisse a vontade de Deus para a salvação do mundo. E a Mãe disse todos os adeuses ao Filho, e o Filho disse todos os adeuses à Mãe, para entregar o Filho do magistério público, e à Cruz do Calvário, entregando a Mãe à solidão e à angústia, para que Ela fosse a Co-redentora, sem levar em conta a nossa humanidade, que se sentia dilacerada, nem o nosso coração que se despedaçava pela dor. Será isso uma fraqueza? Um sentimentalismo? É um amor perfeito, ó homens que não sabeis amar, e não compreendeis mais o amor e as suas vozes! 

E esta obra tem por escopo iluminar uns pontos que um complexo de circunstâncias cobriu de trevas e que agora forma as faixas escuras dentro da luminosidade do quadro evangélico e há pontos que perecem fraturas, e não são mais do que pontos escuros, entre um episódio e outro, são pontos indecifráveis e que no poder de decifrá-los é que esta a chave para se compreender exatamente certas situações, que se haviam formado e certas atitudes fortes, que Eu tinha devido tomar, em contraste com as minhas exortações contínuas ao perdão, a mansidão e a humildade, certos enrijecimentos para com os teimosos e os adversários inconvertíveis. Lembrai-vos de que Deus, depois de ter usado toda a sua misericórdia, para honra de Si mesmo, sabe também dizer “Basta” aqueles que, porque Ele é bom, creem ser lícito abusar de sua longanimidade, e tentá-lo. Com Deus não se brinca. É uma palavra antiga e sábia esta. 

V - Conhecer exatamente a complexidade e duração da minha longa Paixão, a qual culmina na Paixão cruenta completada em poucas horas, mas que me havia maltratado em um tormento quotidiano, que durou lustros e lustros e, que foi sempre aumentando, e, com a minha, a paixão da Mãe, a qual a espada da dor transfixou o coração, durante um tempo igual. E levar-vos, pelo conhecimento disso, a amar-vos mais. 

VI - Demonstrar o poder de minha Palavra e os efeitos diversos da mesma, sob a condição de que quem a recebesse pertencesse à fileira dos homens de boa vontade, ou a daqueles, entre eles, que tinham uma vontade sensual, que nunca é reta. 

Os Apóstolos e Judas. Ai estão dois exemplos opostos, Os primeiros, imperfeitíssimos, rústicos, ignorantes, violentos, mas tinham boa vontade. Judas, douto mais do que a maioria deles, refinado pela sua vida na Capital e no Templo, mas de má vontade. Observai a evolução dos primeiros no Bem e sua subida. 

Observai essa evolução na perfeição dos Onze bons, sobretudo a daqueles que, por um visível defeito mental, estavam acostumados a desnaturar a realidade dos santos, fazendo do homem que atinge a santidade, como uma dura, duríssima luta contra as forças poderosas e tenebrosas. Um ser desnaturado, sem concupiscência e sem arrepios, e, portanto sem méritos. Porque o mérito vem justamente da vitória sobre as paixões desordenadas e as tentações, vitória conseguida por amor a Deus, e para conseguir o último fim: gozar de Deus para sempre. 

Que observem isto aqueles que pretendem que o milagre da conversa deva vir só de Deus. Deus dá os meios para converter-se, mas Ele não violenta a vontade do homem e, se o homem não quer converter-se, inutilmente terá o que ao outro serve para a conversão. 

Considerem aqueles que examinam os múltiplos efeitos da minha Palavra, não somente sobre o homem humano, mas também sobre o homem espiritual. E não só sobre o homem espiritual, mas também sobre o homem humano. A minha Palavra, recebida com a boa vontade, transforma um e o outro, conduzindo-os a perfeição externa e à interna. 

Os Apóstolos que por sua ignorância e por minha humildade tratavam o Filho do homem com uma confiança excessiva um bom mestre entre eles, e nada mais, um mestre humilde e paciente, com o qual era lícito tomar liberdades, às vezes excessivas. Mas isso, feito por eles, não era uma falta de respeito, mas uma ignorância, e por isso está desculpada, os apóstolos, briguentos entre si, egoístas, ciumentos no seu amor e do meu amor, impacientes com o povo, um pouco orgulhosos de serem “os apóstolos”, ansiosos por verem tudo o que causa admiração ao povo, como os milagres feitos por Jesus, que os fazem ser vistos como uns dotados de um poder extraordinário e, devagar mas continuamente, se vão transformando em homens novos, que antes dominam as suas paixões, a fim de Me imitarem, e Me fazem ficar contente, depois que eles, conhecendo sempre mais o meu verdadeiro Eu, mudando os modos e o amor, até Me verem, Me amarem e Me tratarem como Senhor Divino. São eles talvez o termo desta minha vida sobre a terra, ainda aqueles companheiros superficiais e alegres dos primeiros tempos? Eles o são, sobretudo depois da Ressurreição, os amigos que tratam o Filho do Homem como Amigo? Não. Primeiro, eles são ministros do Rei. Depois são os sacerdotes de Deus. Todos diferentes, completamente transformados. 

Considerem isto aqueles que o julgarem muito fortes, e julgarão, então desnaturada a natureza dos apóstolos, que era como está descrita. Eu não era um doutor difícil, nem um rei soberbo, não era um mestre que julga indignos dele os outros homens. Eu soube compadecer-me deles. Eu quis formar usando materiais brutos, encher de perfeições de toda espécie uns vasos vazios, e mostrar que Deus tudo pode, e que de uma pedra Ele tira um filho de Abraão, um filho de Deus, e de um mestre, a fim de confundir os mestres jactanciosos de sua ciência, que, muitas vezes perdeu o perfume da minha. 

VII - Afinal, fazer-vos conhecer o mistério do Judas, aquele mistério que a queda de um espírito, que Deus tinha beneficiado extraordinariamente. Um mistério que em verdade se repete por demais frequentemente, e que é a ferida que dói no coração do vosso Jesus. 

Fazer-vos conhecer como se cai, transformando-se de servos e filhos de Deus em demônios e deicidas, que matam a Deus neles, matando a Graça para impedir-vos de pôr o pé sobre os caminhos dos quais se cai no abismo, e para ensinar-vos o que fazer, para ver como se há de entreter os cordeiros imprudentes que se atiram no abismo. 

Aplicai a vossa inteligência em estudar a horrenda e no entanto comum figura do Judas, complexo este no qual se agitam como uma serpente todos os vícios capitais, que vós achais e tendes de combater nisto ou aquilo. E a lição que deveis especialmente aprender, pois ela será a que vos vai ser mais útil no vosso magistério de mestres do espírito e de diretores de almas. Infelizmente quantos há que, em todos os estados da vida, imitam ao Judas, entregando-se a Satanás, e encontrando a morte eterna. 


E agora? Que é que dizeis ao vosso Mestre? Não faleis a Mim, mas falai em vosso coração. E, se tiverdes facilidade em fazê-lo, falai ao pequeno João.(Valtorta) Mas, em nenhum dos dois casos falai com aquela justiça que Eu gostaria de ver em vós. Não falais para fazê-lo sofrer, e estareis faltando com a caridade para com uma cristã, a coirmã, o instrumento de Deus. Em verdade Eu vos digo, ainda mais uma vez, que não é uma tranqüila alegria ser instrumento Meu: é um cansaço e esforços, em tudo há dor, e seria necessário que pelo menos os sacerdotes, e especialmente os coirmãos, ajudassem a esses pequenos mártires, que vão para a frente, debaixo de uma cruz. E, porque no vosso coração, falando a vós mesmos, tendes um lamento de soberba, de inveja, de incredulidade, e outros. Mas Eu vos darei resposta as vossas lamentações, e aos vossos espantos de escandalizados. 


Na tarde da última Ceia, aos onze que me amavam Eu disse: “Quando o Espírito Consolador tiver vindo, Ele vos fará lembrar de tudo o que Eu vo-lo disse.” Quando Eu falava, tinha sempre presente, além dos presentes, todos aqueles que teriam sido meus discípulos no espírito de verdade, e com vontade de querer. O Espírito Santo, que já com sua graça infunde em vós a faculdade de querer lembrar-vos de Deus, afastando as almas do desvario da Culpa Original, e livrando-as dos ofuscamentos que, pela triste herança de Adão, envolvem a luminosidade dos espíritos criados por Deus, para que não gozassem da vista e do conhecimento espiritual dos espíritos criados por Deus, a fim de que gozasse dela, e completa sua obra de Mestre, fazendo que se lembrem de tudo o que Eu disse e que constitui o Evangelho. 

E lembrar-se aqui significa deixar-se iluminar pelo espírito dele. E assim conduzidos, os que são filhos de Deus, pois nada vale recordar as palavras do Evangelho, se não se compreende o espírito delas. O espírito do Evangelho, que é amor, pode tornar-se compreensível pelo Amor, isto é, pelo Espírito Santo, o qual, assim como foi o verdadeiro escritor do Evangelho, é também o único Comentador, pois só o autor de uma obra sabe o espírito dela, e o compreende, ainda que não consiga fazê-lo compreender aos leitores da mesma. Mas, onde não consegue um autor humano, porque toda feição humana é rica em defeitos, aí chega o Espírito Santo, autor do Evangelho, e é Ele que também o recorda, comenta e completa profundamente para as almas dos filhos de Deus. 

Consolador, o Espírito Santo, que o Pai vos mandará em meu Nome, vos ensinará todas as coisas, vos fará lembrar-vos de tudo o que Eu disse(João 14,26). 

Quando pois, tiver vindo aquele Espírito da Verdade, Ele vos ensinará toda a Verdade. Ele não vos falará por Si mesmo, mas dirá tudo aquilo que ouviu e vos anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso é que Eu disse que Ele receberá do que é meu, e vô-lo ensinará.(João 16, 13-15). 

Porque se vós objetais que, sendo o Espírito Santo o Autor verdadeiro do Evangelho, não se compreende que Ele não se tenha lembrado de tudo o que nesta obra foi dito e de tudo o que João diz que aconteceu, naquelas palavras do fim do Evangelho com que ele termina o seu Evangelho. Eu vos respondo que os pensamentos de Deus são diferentes dos homens, mas são sempre justos e insindicáveis. 

E ainda: se objetais que a revelação terminou com o último dos Apóstolos e que não havia nada mais a acrescentar, porque o próprio Apóstolo diz no Apocalipse: “Se alguém de vós acrescentar alguma coisa, Deus porá sobre ele as pragas escritas neste livro.”(João 22,18) e isso pode ser entendido em toda a revelação, da qual o Apocalipse de João é o último coroamento, Eu vos respondo com esta obra acrescentada à revelação, mas que foram preenchidas as lacunas produzidas por causas naturais e desejos sobrenaturais. E, se Eu quis comprazer-me em reconstruir o quadro da minha divina Caridade, assim como faz um restaurador de mosaicos, que quer recolocar as peças estragadas, ou que faltavam, restituindo assim ao mosaico sua completa beleza, assim Eu me reservei oTRABALHO de fazer isso neste século no qual a Humanidade se precipita no rumo do Abismo das trevas e do horror, e podeis vós evitar que Eu o faça? Podeis, por acaso dizer que não há necessidade disso, vós que tendes um espírito tão nublado, tão surdo, enlanguescido, diante das luzes, das vozes e dos convites do Alto? 

Em verdade, vós deveríeis falar bem de Mim, pois Eu com novas luzes, aumentei as luzes que já tínheis, que vos era bom, mas suficiente para “ver” o vosso Salvador? 


Ver a Vida, a Verdade e o Caminho, e sentirdes ressurgir em vós aquela comoção espiritual dos justos do meu tempo, chegando através deste conhecimento a uma renovação dos vossos espíritos no amor, que seria para vós salvação, visto que se eleva para a perfeição. 

Eu não digo que sois uns “mortos”, mas adormecidos, sopitados, dominados pelo sono, semelhantes às plantas durante o sono do inverno. O Sol Divino vos está mandando os seus fulgores. 

Despertai! E bendizei a este Sol que se doa, e acolhei-o com alegria, a fim de que vos aqueça, desde a superfície até a profundidade, e vos acorde, vos cubra de flores e de frutos. Levantai-vos, vinde ao meu presente. Tomai e comei. Tomai e bebei, Eu disse aos Apóstolos. 

Se tu conhecesses o dom de Deus, e quem é que te está dizendo: “Dá-me de beber”, tu mesma terias pedido água a Ele, e Ele te teria dado a “Água Viva” como Eu disse à Samaritana. 


Eu o digo ainda agora, tanto aos doutores, como aos samaritanos. Porque ambas estas classes extremas têm necessidade dele, e necessidade têm aqueles que estão entre os dois extremos, os primeiros para não ficarem desnutridos e despojados de forças até para se moverem a si mesmos, e de nutrição sobrenatural para os que estão sofrendo pela falta do conhecimento de Deus, do Homem-Deus, do Mestre e Salvador. E os segundos, porque suas almas têm necessidade de água viva, quando estão perecendo longe das fontes. Aqueles que estão no meio, entre os primeiros e os segundos, a grande massa doa que não tem pecados graves, mas também os extáticos, que não progridem, ou por preguiça ou por tibieza, por algum conceito errado sobre o que é santidade, aqueles que são escrupulosos em seu medo de se condenarem, ou de serem observantes, a fim de não se enredarem em um labirinto de práticas superficiais, tais não ousam dar um passo sobre o caminho íngreme muito difícil da heroicidade, para que com esta prática, recebam o empurrão inicial, a fim de saírem de sua modorra e recomeçarem pelo caminho heroico. 


Eu vos digo estas palavras. E vos ofereço este alimento e esta bebida que é água viva. A minha Palavra é Vida. E Eu vos quero na vida comigo. E multiplico a minha palavra, a fim de contrabalançar os miasmas de Satanás, que destroem em vão as forças vitais do espírito. 

Não Me rejeiteis. Eu tenho sede de dar-me a vós. Porque Eu vos amo. Esta é a minha inextinguível sede. Tenho o ardente desejo de comunicar-me convosco. A fim de tornar-vos prontos para o banquete das núpcias celestes. E vós tendes necessidade de Mim, para não vos enfraquecerdes, para poderdes vestir-vos com uma veste ornada para as núpcias do Cordeiro, para a grande festa de Deus, depois de terdes superado a tribulação, neste deserto cheio de espinheiros e serpentes, que é esta terra, a fim de passar por entre répteis, ter que beber venenos sem morrer, tendo-vos em Mim. E ainda vos digo: “Tomai, tomai sem morrer, tendo-vos em Mim.” E ainda vos digo: “Tomai, tomai esta obra, mas não a seleis.” E, sim, lede-a fazei que a leiam, porque o tempo está chegando e quem é santo, faça-se mais santo ainda. 


A Graça do Senhor vosso Jesus Cristo esteja com todos aqueles que neste livro vêem um aproximar-se de Mim e solicitam que se cumpra para sua defesa, com este grito de amor: Vem, Senhor Jesus. 


(O Evangelho como me foi Revelado – Maria Valtorta, Vol. 10. Pgs. 498 a 509). 


Maria Valtorta e seu martírio 


A Igreja Católica define de forma muito clara(CIC 65, 66) que a revelação pública, oficial, está concluída e é a que vemos nos livros canônicos da Bíblia. Corresponde à fé cristã compreender gradualmente seu conteúdo. Maria Valtorta, mística italiana falecida em 1961, foi um exemplo de alma extraordinária com vida extraordinária. Foi uma das 18 grandes místicas marianas. Aos 23 anos, um anarquista a espancou com uma barra de ferro, deixando-a com limitações físicas. Ficou 9 anos de cama. E uniu todas as suas dores à paixão de Jesus. 

Seu confessor, ao ver a grandeza dessa alma, pediu-lhe que escrevesse sua biografia. Tudo isso aconteceu em plena guerra mundial. Depois de escrever sua biografia, de 1943 a 1950, ela começou a receber uma série de visões, que transcreveu em 17 volumes, entre eles sua obra mais conhecida: “O Evangelho como me foi revelado”. Em 4800 páginas, ela relata a vida de Cristo, dia a dia. 

O Papa Paulo VI apoiou a leitura da obra de Maria Valtorta, assim como o Padre Pio. A Madre Teresa de Calcutá era uma leitora assídua dos seus escritos. A celebração dos 50 anos da morte de Maria Valtorta foi acompanhado por altas personalidades da Igreja. 

Do ponto de vista histórico, os biblistas se surpreendem com como uma pessoa que não teve estudos possa ter um conhecimento tão detalhado. 


O leitor desta narração fica preso, porque a obra o introduz nas cenas da vida de Jesus como um espectador presente. É uma narração extraordinária do ponto de vista teológico, histórico e científico. (Fonte: Aleteia) 


Maria Valtorta foi “Porta Voz” e mensageira de Jesus. Assim como o Evangelista João por um milagre de Deus viu o futuro, e desta visão escreveu o Apocalipse, para Valtorta, Deus permitiu o milagre de ver o passado, no tempo de Jesus, e desta visão escreveu os livros “O Evangelho como me foi Revelado. Nenhum outro visionário em toda história da humanidade, passou tantas revelações a respeito da vida de Jesus como Valtorta. Leiam, e se emocionem como eu me emocionei, diante da profundidade documental destes livros inesquecíveis e verdadeiros. (Don Ottavio Michelini teve uma revelação, o qual confirmou que Jesus se comunicou com Maria Valtorta para escrever as passagens dos Evangelhos, e a própria Maria Santíssima através das visões de Marija e Vicka em Medjugorge, também confirmaram ser Jesus). 


Cumpro portanto, com a divulgação no meu blog das passagens e revelações de Jesus dadas a Valtorta, um desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que pede para que não selemos as suas Palavras. 


Quem se sentiu tocado na alma por estas palavras, faça também a divulgação para que o maior numero possível de pessoas possam ser salvas, ou acrescidas de conhecimento. 























ORAÇÕES CONTRA O DESÂNIMO

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Meu Deus, a ti eu clamo: dentro de mim há trevas, mas em ti encontro a luz.

Sinto sozinho (a), mas tu não me abandonas. Estou desanimado (a), mas em ti encontro auxílio. Estou inquieto (a), mas em ti encontro a paz.

Dentro de mim há amargura, mas em ti encontro paciência. Não compreendo teus planos, mas tu conheces o meu caminho.

Vinde, Senhor em meu auxílio. Retira minha alma do abismo da morte. Cura e liberta meu coração de todas as amarras. Preciso de ti, Senhor.

Socorre-me em minhas angústias, ansiedade e todas as minhas preocupações. Muda tudo o que eu não posso mudar Senhor.

Amém
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Gloria ao Pai




Oração Contra o Desânimo-Pe Marcelo Rossi






Boa tarde irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Hoje (18 de fevereiro) o Padre Marcelo Rossi iniciou a semana de orações contra o desânimo. O Padre colocou no Facebook aOração Contra o Desânimo I e Oração Contra o Desânimo II.
Ouça o programa de rádio Momento de Fé, deixe o Amor Ágape de Jesus renovar suas forças, sua alegria de viver. Sinta o Amor de Jesus e o poder da oração transformar sua vida.
Fiquem na paz de Jesus e no amor de Maria. 
Adriana-Devoção e Fé


Oração Contra o Desânimo I

Meu Deus, a Ti eu clamo: Dentro de mim há trevas, mas em Ti encontro a luz.
Estou sozinho (a), mas Tu não me abandonas.
Estou desanimado (a), mas em Ti encontro auxílio.
Estou inquieto (a), mas em Ti encontro a paz.
Dentro de mim há amarguras, mas em Ti encontro paciência.
Não compreendo teus planos, mas Tu conheces o meu caminho. Amém!


Oração Contra o Desânimo II

Meu Senhor e meu Deus, coloco-me inteiramente sob a Tua proteção.
Diante das incertezas, Tu és a certeza da vida plena.
Diante da ingratidão, Tu és a plenitude do amor.
Diante do jugo pesado, Tu apresentas a leveza da misericórdia.
Diante da arrogância, Tu mostras a modéstia.
Diante da insônia, Tu revelas o sono dos justos.
Diante do pecado, Tu espalhas o perdão.
Diante da Maledicência, Tu desejas a piedade.
Diante da solidão, Tu apontas o amigo.
Diante da luxúria, Tu enalteces a humildade.
Diante da indiferença, Tu ensinas a caridade.
Diante do desespero, Tu elevas a esperança.
Diante do desanimo, Tu expões a perseverança.
Senhor, na certeza da vida plena, acredito na plenitude do Teu amor (Ágape) e na leveza da Tua misericórdia.
Ensina-me Senhor a ser modesto no pensar e no agir, para que eu possa dormir o sono dos justos.
Concede-me Senhor o Teu perdão e a Tua piedade.
Seja Senhor para mim neste dia o amigo humilde e caridoso que irá encher-me de esperança, para que eu sempre persevere na fé. Amém!


MENINA DE 3 ANOS PASSOU A NOITE COBERTA COM O MANTO DE NOSSA SENHORA


A menina que passou a noite coberta com o manto de Nossa Senhora. Ela tinha apenas 3 anos de idade e se perdeu dos seus pais em plena noite de inverno






Uma menina de apenas 3 anos de idade se perdeu dos seus pais na cidade espanhola de Rojales. A noite gelada chegou, no rigoroso inverno europeu, e seus pais, com o coração partido de dor, recorreram às autoridades. A notícia correu de boca em boca. O povoado inteiro se mobilizou. Os jovens, com tochas, percorreram as redondezas do local e da cidade vizinha, mas a pequena não aparecia em lugar nenhum. Era 18 de janeiro de 1896.
No dia 19, os habitantes das cidades vizinhas foram avisados, e todos procuravam a menina com ansiedade. As pessoas esperavam encontrar pelo menos seu cadáver, supondo que ela não teria resistido ao frio da noite anterior.


Às três da tarde, seus tios, que persistiam na busca, viram-na encostada em uma grande pedra, atrás da qual havia um enorme precipício. A menina parecia estar morta. No entanto, ao ouvir a voz dos seus tios, ela se levantou e se dirigiu a eles com os bracinhos levantados, como se estivesse acordando de um profundo sonho. Sua tia, abraçando-a com força e chorando de emoção, perguntou-lhe:

– Querida, você não passou frio à noite?

Então, e menina respondeu sorrindo que não tinha sentido frio algum, porque havia uma mulher com ela, que a cobria com seu manto. A tia, com olhos arregalados, continuou perguntando:

– Uma mulher passou a noite com você?

– Sim, tia, uma mulher boa e carinhosa – respondeu.

– Mas o que essa mulher lhe dizia? Você não via as luzes das nossas lanternas, não ouvia nossos gritos?

– Sim – disse a menina. Mas a mulher me disse: “Não se mexa, minha filha, já virão buscá-la”.

As pessoas simples aquele povoado, entusiasmadas com o que ouviam, gritavam: “Milagre! Milagre!”. No dia seguinte, celebraram uma missa solene em ação de graças. A menina foi levada até a imagem de Nossa Senhora do Carmo e, nesse momento, disse para a sua mãe:

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– Mamãe! Mamãe! Esta é a mulher que me cobriu ontem!
Essa menina esteve prestes a cair em um precipício, pois era noite e não se enxergava nada. Foi por isso que Nossa Senhora, como boa mãe, ficou com ela junto àquela pedra, para que, durante a noite, a pequena não errasse o caminho e não se dirigisse ao lado do precipício, onde havia um grande abismo.

Por isso, quando a menina escutava os gritos e via as tochas acesas, Nossa Senhora lhe pedia para não se mexer, que em breve viriam buscá-la, pois, ao estar no escuro e ter o precipício ao seu lado, certamente teria caído nele se tivesse tentado sair do lugar.
* * *
E você, quando se sente desolado e perdido no escuro, prefere caminhar sozinho, correndo o risco de cair no precipício, ou coloca sua vida nas mãos de Maria?

Fonte: ALETEIA

Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

SIMPLES PENSAMENTOS SOBRE O PURGATÓRIO

 Os benefícios de rezar pelas Almas do Purgatório

 





REQUIEM AETERNAM DONA EIS, DOMINE; 
ET LUX PERPETUA LUCEAT EIS. 
REQUIESCANT IN PACE. AMEN



Existência do Purgatório


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“... se os verdadeiros penitentes deixarem este mundo antes de terem satisfeito com frutos dignos de penitência pela ação ou omissão, suas almas são purgadas com penas purificatórias após a morte; e para serem aliviadas destas penas, lhes aproveitam os sufrágios dos fiéis vivos, tais como o sacrifício da missa, orações e esmolas, e outros ofícios de piedade que os fiéis costumam praticar por outros fiéis, segundo as instituições da Igreja” (Concílio de Florença, 1439).

O Concílio de Florença reafirmava o que dois outros Concílios antes dele haviam dito: os Concílios Ecumênicos de Lião I[1] e II[2], em 1245 e 1274, respectivamente. O mesmo foi reafirmado, depois, pelo Concílio de Trento[3] (de 1545 a 1563)[4].

“Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não são perfeitamente purificados, embora estejam certos de sua salvação, são, contudo, submetidos, após a morte, a uma purificação, com o fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (C.I.C. 1.030).

“Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediuum sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (II Macabeus, 12,38-46).

S. Pedro Damião, em uma visão, contempla a Virgem que caminha entre as Almas do Purgatório para consolá-las e levá-las ao Céu[5].

A Virgem revelou a S. Brígida: “Eu sou a Mãe de todas as almas do Purgatório; pois por minhas orações lhes são constantemente mitigadas as penas que mereceram pelos pecados cometidos durante a vida”[6]. Digna-se até essa Mãe piedosa entrar naquela santa prisão para visitar e consolar suas filhas aflitas. “Penetrei no fundo do abismo” – (Ecli. 21,8), isto é, do Purgatório, como explica S. Boaventura – “para consolar com minha presença essas santas almas”. “Ó! Como é boa e clemente a Santíssima Virgem”, exclama S. Vicente Ferrer, “para as almas do Purgatório, que por sua intercessão recebem contínuo conforto e refrigério”! E que outra consolação lhes resta em suas penas, senão Maria e o socorro dessa Mãe de misericórdia? Ouviu Sta. Brígida dizer Jesus Cristo à sua Mãe: “És minha Mãe, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que sofrem no Purgatório”. A mesma Santa revelou à Santíssima Virgem: “Um pobre doente, aflito e desamparado numa cama, alenta-se ao ouvir palavras de consolo e conforto. Assim também as almas do Purgatório enchem-se de alegria, só em ouvir pronunciar o nome de Maria. O nome só de Maria, nome de esperança e de salvação, que continuamente invocam naquele cárcere, lhes dá um grande conforto. Apenas a amorosa Mãe as ouve invoca-la, logo faz coro com as suas preces. Ajuda-as o Senhor então, refrigerando-as com um celeste orvalho nos grandes ardores que padecem”.

Jesus adverte que a Justiça de Deus é infinita e não “quebra galhos”; tudo deve ser pago ou na Terra ou no Purgatório: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e tu sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali tu não sairás antes de teres pago o último centavo”. (Mateus 5,23-26).

A Tradição da Igreja confirma com certeza a verdade do Purgatório: os Cristãos dos primeiros séculos, sobre as pedras tumulares, nas catacumbas, esculpiram muitas invocações a Deus para implorar refrigério que apressasse a seus defuntos a entrada no Céu.

Os grandes Padres e Doutores da Igreja: S. AgostinhoS. JerônimoS. João CrisóstomoS. Efrém da SíriaS. Cipriano etc., falam claramente do Purgatório.

S. Ambrósio, no discurso feito por ocasião da morte do Imperador Teodósio, roga a Deus de conceder ao defunto amigo um lugar entre os Santos, acrescentando que não se cansará nunca de rezar até que Deus o tenha recebido entre os Beatos.


Quanto se sofre no Purgatório?


Cada mínima pena do Purgatório é mais grave do que a máxima pena do mundo. Tanto difere a pena do fogo do Purgatório do nosso quanto o nosso fogo difere daquele pintado” (S. Tomás).

S. Agostinho (Comentários ao Salmo 37, n. 3) fala da dor que o fogo purgatorial causa no homem, mais aguda que qualquer outra coisa que o homem possa padecer nesta vida, “gravior erit ignis quam quidquid potest homo pati in hac vita” (P.L., col. 397).

Gregório Magno fala daqueles que depois da vida “expiarão suas faltas por chamas purgatoriais”, e acrescenta “ser a dor mais intolerável que qualquer outra sofrível nesta vida” (Ps. 3 poenit., n. 1).

Seguindo os passos de São Gregório, São Tomás ensina que, junto da separação da alma da vista de Deus, há a outra pena, pelo fogo. “Una poena damni, in quantum scilicet retardantur a divina visione; alia sensus secundum quod ab igne punientur” (IV, dist. XXI, q. i, a.1).

E S. Boaventura não só concorda com S. Tomás, como acrescenta que esta pena pelo fogo é mais severa que qualquer pena que possa ser dada pelos homens nesta vida; “Gravior est omni temporali poena, quam modo sustinet anima carni conjuncta” (IV, dist. XX, p. 1, a. 1, q. II). Como este fogo afeta as almas dos falecidos, os Doutores não sabem, e em tais matérias vale a exortação do Concílio de Trento, que manda serem “excluídas das pregações populares à gente simples as questões difíceis e sutis e as que não edificam nem aumentam a piedade” (Sess. XXV, “De Purgatorio”).


Melhor o Purgatório daqui que o de lá


O Senhor dispõe que tantas almas façam o seu Purgatório na Terra, entre nós, seja para instrução dos vivos que para sufrágio dos defuntos” (S. Tomás).


Quantos vão ao Paraiso logo após a morte?


Depois da morte, são raras as almas que vão diretamente ao Paraiso; a multidão das outras que morrem na graça de Deus devem ser purificadas pelas penas acérrimas do Purgatório” (S. Roberto Bellarmino)


No Purgatório há também alegria?

Não creio que, depois da felicidade dos Santos que gozam na glória, haja uma alegria similar àquela das almas purgantes. É certo que estas almas conciliam duas coisas em aparência irredutíveis: gozam de uma alegria suma e, ao mesmo tempo, sofrem inúmeros tormentos, sem que as duas coisas tão opostas se excluam e se destruam uma à outra” (S. Catarina de Gênova[7]).

Apesar dos sofrimentos, são também inefáveis as alegrias na Igreja Padecente. São Bernardino de Sena trata disso de modo convincente e digno de fé, pois se funda não em lendas e sim na teologia, e faz delas um longo elenco:

1) Confirmação na graça;
2) Certeza da salvação;
3) Amor de Deus;
4) Visita dos anjos;
5) Visita dos santos;
6) Visita de Nossa Senhora.


As almas do Purgatorio nos ajudam?


A minha vocação religiosa e sacerdotal é uma graça imensa que atribuo à minha cotidiana oração pelas Almas do Purgatorio que, ainda menino, eu aprendi com minha mãe(Beato Angelo D'Acri)[8].

Quando quero obter alguma graça de Deus recorro às almas do Purgatório e sinto que sou atendida por causa de sua intercessão” (S. Catarina de Bolonha[9]).

“Caminhando pela rua, no tempo livre, rezo sempre pelas Almas do Purgatório. Estas santas Almas com sua intercessão me salvaram de tantos perigos da alma e do corpo” (S. Leonardo de Porto Maurício[10]).

“Nunca pedi graças às Almas purgantes sem ser atendida, pelo contrário, aquelas que não pude obter dos espíritos celestes as obtive pela intercessão das Almas do Purgatório” (S. Catarina de Genova).

“Todos os dias ouço a Santa Missa pelas almas do Purgatório: a este piedoso costume eu devo tantas graças que continuamente recebo para mim e para meus amigos” (S. Contardo Ferrini).

Em sentido contrário: na Bula "Exurge Domine"[11], Leão X condena a proposição (n. 38) "Nec probatum est ullis aut rationibus aut scripturis ipsas esse extra statum merendi aut augendae caritatis" (Não se prova em lugar algum pela razão ou pela Escritura que elas [as almas no purgatório] não possam ganhar méritos ou crescer na caridade). Para elas "chegou a noite, em que o homem não pode mais trabalhar", e a Tradição Cristã sempre considerou que somente nesta vida o homem pode trabalhar pelo bem de sua alma.

Os Doutores da Idade Média, mesmo aceitando que esta vida é o momento para o mérito e o aumento da graça, ainda alguns com São Tomás pareceram questionar se há ou não uma recompensa não essencial que as almas no Purgatório possam merecer (IV, dist. XXI, q. I, a. 3). Belarmino acredita que, nesta matéria, São Tomás mudou sua opinião, e faz referência a uma afirmação de São Tomás ("De Malo", q. VII, a. 11). Seja qual for o pensamento do Doutor Angélico, os teólogos aceitam que nenhum mérito é possível no Purgatório, e se surgir a objeção de que as almas ganham mérito lá pelas suas orações, Belarmino diz que tais orações são úteis por causa de méritos já adquiridos: "Solum impetrant ex meritis praeteritis quomodo nunc sancti orando pro nobis impetrant licet non merendo" (Elas rezam pelos méritos adquiridos, como os que agora são santos e que rezam por nós, mesmo sem ganhar méritos). (loc. cit. II, cap. III).


Os nossos sufrágios


A Escritura e os Padres mandam fazer orações e ofertas pelos falecidos, e o Concílio de Trento (Sess. XXV, "De Purgatorio"), em virtude desta Tradição, não só afirma a existência do Purgatório, como acrescenta "que as almas que nele estão detidas são aliviadas pelos sufrágios dos fiéis, principalmente pelo sacrifício do altar". Que aqueles que estão na terra ainda estão em comunhão com as almas do purgatório é o ensinamento mais antigo dos Cristãos, e que os vivos ajudam os mortos por suas orações e obras de satisfação, é evidente pela Tradição acima mencionada. Que o Santo Sacrifício tenha sido oferecido pelos falecidos é Tradição Católica recebida já nos dias de Tertuliano e S. Cipriano, e que as almas dos mortos são ajudadas sobretudo "quando repousa a vítima sagrada sobre o altar" é a expressão de S. Cirilo de Jerusalém, citada acima.

S. Agostinho diz que as "orações e esmolas dos fiéis, o Santo Sacrifício do altar ajudam os fiéis falecidos e move o Senhor a tratá-los em misericórdia e bondade", e, acrescenta, "esta é a prática da Igreja universal herdada dos Padres" (Serm. CLXII, n. 2).

Se nossas obras de satisfação realizadas em favor dos mortos são aceitas simplesmente pela benevolência e misericórdia de Deus, ou se Deus se obriga em justiça a aceitar a nossa reparação no lugar delas, não é uma questão respondida.

O Pe. Francisco Suárez, S.J. pensa que a aceitação é pela justiça e afirma ser prática comum da Igreja que reúne os vivos e mortos sem discriminação (De poenit., disp. XLVIII, 6, n. 4).

Os meios principais com que podemos socorrer e libertar as Almas do Purgatório são:

1) a oração e a esmola;
2) a Santa Missa e a Santa Comunhão;
3) as indulgências e as boas obras;

Indulgências:

O Concílio de Trento (Sess. XXV) definiu que as indulgências são "muito salutares para o povo Cristão" e que "se deve manter o seu uso na Igreja".

É o ensinamento comum dos teólogos Católicos que:

1. Indulgências são aplicáveis às almas do purgatório[12].
2. Indulgências estão disponíveis para elas "em forma de sufrágio" (per modum suffragii)[13].

Condições para que uma indulgência aproveite para os que estão no purgatório, várias condições são necessárias:

1. A indulgência deve ser estabelecida pelo papa.
2. Deve haver razão suficiente para se dar a indulgência, e esta razão deve ser algo referente à glória de Deus e o bem da Igreja, não meramente o proveito que resulta às almas no purgatório.
3. A obra piedosa deve ser como no caso das indulgências para os vivos.

Se o estado de graça não estiver entre os requisitos, em todo caso a pessoa pode lucrar a indulgência para os falecidos, ainda que ele não esteja na amizade com Deus (S. Belarmino, loc. cit., p. 139). Pe. Francisco Suárez (De Poenit., disp. IIII, s. 4, n. 5 and 6) deixa isso bem claro quando diz: "Status gratiæ solum requiritur ad tollendum obicem indulgentiæ" (o estado de graça só se requer para remover algum impedimento da alma), e no caso das santas almas não pode haver impedimento. Este ensinamento está ligado à doutrina da Comunhão dos Santos, e os monumentos das catacumbas representam os santos e mártires como que intercedendo a Deus pelos mortos. Também as orações das antigas liturgias falam de Maria e dos santos intercedendo pelos que passaram desta vida. Agostinho acredita que um enterro numa basílica cujo titular seja um santo mártir é de valor para o falecido, pois os que ali celebram a memória daquele que sofrem, recomendarão orações ao mártir por aquele que passou desta vida (S. Belarmino, lib. II, XV). No mesmo lugar Belarmino acusa Dominicus A Soto de imprudência por ter negado esta doutrina.

Por quatro bons motivos devemos meditar sobre o Purgatório e rezar pelas Almas purgantes:

1) as penas do Purgatório são mais acrimoniosas do que todas as penas desta vida;
2) as penas do Purgatório são longuíssimas;
3) as Almas purgantes não podem ajudar a si mesmas, somente nós podemos sufragá-las;
4) as Almas do Purgatório são muitíssimas, permanecem lá longuissimamente, sofrem penas inumeráveis, (S. Roberto Belarmino).

A devoção pelas Almas purgantes é a melhor escola de vida cristã: nos leva às obras de misericórdia, nos ensina a oração, nos faz ouvir a Santa Missa, nos habitua à meditação e à penitência, nos impele a fazer boas obras e a dar esmola, nos faz evitar o pecado mortal e temer o pecado venial, causa única da permanência das Almas do Purgatório” (São Leonardo de Porto Maurício).

“A oração pelos defuntos é mais aceita por Deus do que aquela pelos vivos, porque os defuntos precisam dela e não podem ajudar a si mesmos, como podem fazê-lo, ao invés, os vivos” (São Tomás).


A Santa Missa pelos defuntos


“Pelos vossos defuntos, para demonstrar-lhes vosso amor, não ofereçais apenas violetas, mas sobretudo orações; não cuidais apenas das pompas fúnebres, mas sufragai-os com esmolas, indulgências e obras de caridade; não vos preocupeis apenas com a construção de tumbas suntuosas, mas especialmente com a celebração do Santo Sacrifício da Missa. As manifestações externas são um alívio para vós, as obras espirituais são um sufrágio para eles, por eles esperado e desejado” (S. João Crisóstomo).

“É certo que nada é mais eficaz pelo sufrágio e a libertação das Almas do fogo do Purgatório do que a oferta a Deus, por elas, do Sacrifício da Missa” (S. Roberto Belarmino).

“Durante a celebração da S. Missa quantas almas são libertadas do Purgatório! Aquelas pelas quais se celebra não sofrem, aceleram a sua expiação ou voam logo para o Céu, porque a S. Missa é a chave que abre duas portas: aquela do Purgatório para de lá sair, e aquela do Paraíso, para nele entrar para sempre” (S. Jerônimo).

“Reza sempre à Santa Virgem pelas Almas do Purgatório. A Virgem recebe a tua oração para leva-la ao trono de Deus e livrar logo as Almas pelas quais você suplica” (S. Leonardo de Porto Maurício).


Advertências aos vivos


Com muita facilidade vocês pecam e tornam a pecar. Se provassem por um só instante quão graves, quão longas penas deverão sofrer no Purgatório cometendo mesmo um só pecado venial, o evitariam mais do que a morte. Rogai por nós que expiamos as nossas culpas passadas, evitem o pecado, todo pecado, causa única destes inauditos sofrimentos. Pregai a todos o quanto são graves estas penas onde deverão ser expiados os pecados que em vida os homens tão facilmente cometem” (Crônicas dos Menores[14]).

Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu a S. Gertrudes em seu leito de morte e lhe disse: “Coragem e confiança. Logo estarás no Céu. Eis a multidão de Almas que tu libertaste do Purgatório: vem-te ao encontro, com cantos exultantes para te acompanhar ao prêmio eterno no Paraíso” (Vida de S. Gertrudes).


Ato heroico de caridade


É sabido pelo Catecismo que, por cada obra cristão cumprida na graça de Deus, se adquirem três méritos:

1) um aumento de glória para o Céu;
2) um aumento de graça para o presente;
3) uma redução das penas devidas pelas culpas passadas que devem ser expiadas na Terra o no Purgatório.

Aos dois primeiros méritos não se pode renunciar, são inalienáveis; ao terceiro, pelo contrário, se pode renunciar e pode ser aplicado às santas Almas do Purgatório: este ato pessoal constitui o Ato heroico de caridade, que consiste em “fazer à Majestade divina, em benefício das Almas do Purgatório, a oferta de todas as próprias obras satisfatórias durante a vida e de todos os sufrágios que podem nos ser aplicados depois da nossa morte”.

Este Ato heroico pode ser feito com o coração e é válido, não precisa de uma fórmula externa. É bom fazê-lo após a Santa Comunhão. Quantas Almas nós podemos libertar das terríveis penas do Purgatório com este santíssimo ato de caridade!

O Ato heroico foi aprovado pelo Sumo Pontífice Gregório XV, quando, com suaBula Pastoris Aeterni (italiano), aprovou o “Instituto do Consórcio dos Irmãos”, fundado pelo Venerável Pe. Domenico de Jesus Maria (1559-1630), Carmelita Descalço, na qual, entre os outros piedosos exercícios em prol dos defuntos, consta o de oferecer e consagrar em sufrágio deles a parte satisfatória das próprias obras.

Este Ato heroico de caridade foi enriquecido de muitos favores, pelo Decreto de 23 de agosto de 1728, peloSumo Pontífice Benedito XIII, confirmados depois pelo Papa Pio VII, aos 12 de dezembro de 1788; esses favores foram, então, especificados pelo Santo Padre Papa Pio IX, com Decreto da “Sacra Congregação das Indulgências” de 10 de setembro de 1852, da seguinte maneira:

I. Os Sacerdotes que fizeram dita oferta poderão gozar, todos os dias, o indulto do altar privilegiado pessoal.

Todos os fiéis que fizeram a mesma oferta poderão lucrar:
II. Indulgência Plenária aplicável somente aos Defuntos em qualquer dia façam a Santa Comunhão, contanto que visitem uma Igreja ou um público Oratório e lá rezem por algum tempo, segundo a intenção do Sumo Pontífice.
III. Da mesma forma, poderão lucrar Indulgência Plenária todas as segundas-feiras, assistindo à Santa Missa em sufrágio das Almas do Purgatório, e cumprindo as outras condições supramencionadas.
IV. Todas as Indulgências que são concedidas e se concederão no futuro, as quais se lucram pelos fiéis que fizeram esta oferta, podem ser aplicadas às Almas do Purgatório. 

Finalmente, o mesmo Papa Pio IX, em 20 de novembro de 1854, tendo em vista aqueles jovens que ainda não comungam e também os enfermos, os crônicos, os velhos, os camponeses, os encarcerados e outras pessoas que não podem comungar ou não podem acompanhar a Santa Missa às segundas-feiras, concedeu-lhes que poderiam aplicar ao mesmo fim a Missa do Domingo. E para aqueles fiéis que ainda não comungam ou são impedidos de comungar, poderá a oferta ser comutada em outra obra de piedade pelos confessores autorizados pelo Ordinário local.

Adverte-se, ainda, que, embora esse Ato heroico de caridade seja chamado em alguns opúsculos de “Voto heroico de caridade” e venha acompanhado de uma fórmula escrita, não se deve entender este “voto” como feito em modo que obrigue “sob pecado”; também não é necessário pronunciar qualquer fórmula, bastando, para ser partícipes das Indulgências e privilégios indicados, a obrigação feita com o coração.

Fonte: